Desafio de gestão 2016

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Iniciamos 2016 com indicativos de alta de inflação, queda no PIB, dólar elevado, retração no consumo e incrivelmente, mais impostos. Considerando ainda que muitas organizações precisariam recuperar perdas de 2015, ainda em 2016, as perspectivas econômicas são de um ano que proporcionará muitos e bons desafios para empresários e executivos. Para quem gosta de gamificação, ou seja, transformar em jogo para ficar mais atraente, imagino que este seria um bom jogo: “Desafio de gestão – versão 2016”.

Na semana que passou conversei com um empresário e um executivo, de empresas diferentes do setor metalomecânico que têm em comum o fato de estarem na “contramão” do que vem sendo divulgado no noticiário comum. Ambas investindo, uma em volume de pessoal qualificado e a outra duplicando a planta industrial. Uma preparando-se para um cenário de maior exportação e outra para um cenário nacional de crescimento de vendas de seus produtos. Além do crescimento, estas empresas tem em comum o fato de terem feito ao longo de 2015 bons planejamentos, aprimorado o sistema de gestão pela qualidade e terem feito minuciosas avaliações na empresa para entender os cenários internos, externos, os clientes e a concorrência. Alguns diriam em outras palavras, fizeram um “raio X” das suas organizações.

Quem está no mercado querendo e precisando seguir em frente, deve fazê-lo com foco de qualquer negócio, ou seja, na rentabilidade. Para tanto, revisão dos custos, análise das margens, ampliação, ou redução da amplitude e profundidade do mix de produtos, assim como a análise dos principais pontos do planejamento estratégico é fundamental. O equilíbrio da boa avaliação tanto dos fatores internos (dentro da equipe e da empresa), quanto dos fatores externos (comportamento dos clientes, ações da concorrência e dos fornecedores), é fundamental. Olhar somente para fora da empresa, sem considerar todas as condições internas é tão equivocado quanto olhar somente para dentro da empresa, sem considerar todas as informações relevantes que afetam clientes, fornecedores, concorrentes.

Conforme já refletimos em outros textos, o consumidor está retraído mais pelo que circula nas diferentes rodas de conversa e no noticiário de rádio, jornal, mídias sociais e TV, do que pelas suas economias. De qualquer forma, é fato que temos uma redução de vendas, o que é normal em tempos de crise. Assim, mesmo que faça calor, não haverá o mesmo volume de vendas de ar condicionado, ventilares, roupas de banho, piscinas, que haveria, do que se tivéssemos o PIB crescendo, câmbio estável, a política mais tranquila.

Aquela velha conhecida analise do ambiente interno (listando pontos fortes e pontos fracos), comparando com o ambiente externo (ameaças e oportunidades) precisa ser feita urgente para quem não tem e periodicamente, para quem ainda não estruturou. Esta análise pode determinar o cenário das prioridades e proporcionar o desenvolvimento de planos de ação para identificar as prioridades e atacar o que mais gera impacto na rentabilidade.

Claro que não dá pra ter uma centena de planos de ação de uma vez e por isso precisa-se ter claro as prioridades da organização e de cada setor. O foco inicial é naqueles que são considerados básicos, como reduzir despesas e aumentar as receitas. Para reduzir as despesas, o foco é determinar quais áreas e o que não pertence ao foco principal do negócio. A partir daí, é possível ter mais claro o que pode ser terceirizado ou mesmo eliminado. Já para aumentar as receitas, é preciso buscar novos mercados, vender mais produtos (complementares) para os clientes que já estão na base, prospectar novos clientes e criar novos produtos. Para qualificar a gestão, reduzir custos e ter os principais indicadores de desempenho da organização a mão, o uso de sistemas de gestão é determinante. Eles oferecem a integração das informações, onde todos os processos ficam em uma mesma base e a tomada de decisão se torna mais eficaz. Com estes pontos básicos, o empresário, os executivos e a equipe de apoio terão condições de manter a organização competitiva neste ano de muitos desafios de gestão!

Um abraço e ótimo 2016 para todos nós!