Gestão, Negócios & Cia

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Compartilho com os amigos leitores o pensamento de William Ward, para refletirmos sobre nosso dia-a-dia: A adversidade leva alguns a serem vencidos e outros a baterem recordes.”

A inovação motiva negócios e equipes

Todos os que conseguem ter uma equipe comprometida, altamente produtiva e inovadora, sabem que para este resultado é preciso fazer com que todos se sintam donos de uma ideia e este é o principal incentivo para gerar inovação numa organização.

“Inovação é um tema recorrente e de fórmula ‘desconhecida’”, diz Andre Bianchi Fundador e CEO da consultoria Mobi9. O consultor responde pergunta: “Como algumas empresas conseguem criar um DNA de inovação e outras padecem à margem da tentativa?”, dizendo que diferença está nas boas práticas de incentivo à inovação entre os empregados. Os salários, os bônus, prêmios, são elementos importantes no alinhamento dos colaboradores com as metas globais da empresa, mas já está provado que não são suficientes na criação de um ambiente de criatividade e inovação. A experiência mostra que por vezes, incentivos financeiros muito focados no curto prazo até atrapalham a inovação e o desempenho da organização a longo prazo. Por este e outros motivos, é fundamental criar um ambiente positivo, que estimule a geração de novas ideias, sem qualquer tipo de penalização, ou constrangimento quando alguém apresentar um conceito considerado inicialmente absurdo. A equipe como um todo, deve se sentir co-criadora e com o tempo, “dona” do empreendimento ou produto, portanto, corresponsável pelo sucesso ou fracasso de cada iniciativa, podendo receber o reconhecimento pela superação das expectativas.

Se você estiver se perguntando como fazer isso no seu negócio, Bianchi afirma que “é tudo questão de cultura e atitude, muito determinada pelas ações e postura dos ‘chefes’”. É importante destacar que é diferente a postura do líder e do gerente. O líder estimula a inovação, trazendo sua visão e incentivando, energizando e inspirando sua equipe, enquanto o gerente tende a mandar fazer do jeito dele. Ou seja, a postura do gerente pode ser inibidora natural da inovação e isso deve ser também uma preocupação do líder, ao orientar os seus gerentes.

É importante reavaliar a sua postura na condução das reuniões. Aqui vão algumas sugestões que você pode utilizar facilmente:

– Pense e faça tudo para ter um ambiente positivo, gerador de novas ideias e principalmente, que não desencoraje as pessoas a apresentá-las;

– Prepare-se sempre para ser cada vez mais líder, orientando estratégias e não focando e cobrando tanto questões operacionais;

– Não esqueça que é fundamental deixar a sensação de que os projetos são de todos, não somente seus, pois o sentimento de propriedade de mais pessoas da equipe é fundamental para o desenvolvimento da inovação;

– Veja se você teve energia, passou-a para a equipe estimulando-a e inspirando as pessoas para compartilharem os objetivos e a visão de futuro da empresa;

– Finalizando, avalie antecipadamente suas falas, textos, orientações, posturas, verificando se você tem sido mais catalisador ou mais inibidor da inovação.

Cabe ainda uma reflexão, que serve para inovação, desenvolvimento e para muitas das demais funções da boa gestão, sobre a sua postura: muitas vezes o gestor tenta segurar o seu posto se sentindo ameaçado, evitando de várias formas, que outros “tomem” o lugar que ele pensa que é seu. Por outro lado, um líder deve trabalhar para tornar sua posição atual obsoleta, dando espaço para o crescimento de sua equipe e assim, naturalmente, ser alçado pelo sua própria equipe, para outras posições maiores e melhores.

Aproveito o espaço para desejar sucesso profissional e ótimos negócios aos amigos leitores! Um abraço e até a semana que vem!