Gestão, Negócios & Cia

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Destaco nesta semana a frase de Henry Ford “Não é o empregador quem paga os salários, mas o cliente.”

Quem paga o seu salário, o pró-labore, a participação nos resultados…?

Em muitas organizações esta pergunta precisaria ser feita para gerar uma boa reflexão em cada uma das pessoas que trabalha diretamente com o cliente ou atende a algum colega que trata com o cliente. Quem garante a alimentação da nossa família, escola dos nossos filhos, nossos passeios, nossas compras é sempre o cliente. Até nas funções públicas, a máxima é verdadeira, ou seja, a renda vem de tributos pagos por quem o servidor atende.

O entendimento de que é o cliente que garante a nossa sobrevivência e as nossas conquistas parece muito óbvio quando ouvimos ou lemos algo assim. Todavia, ao analisarmos como agem alguns empresários e suas equipes, fica evidente que eles ignoram completamente o motivo que os faz ou que os impede de gerar mais e melhores negócios.

Conheço algumas empresas que inserem nos contra-cheques a frase “Nossos clientes enviaram para você”, visando gerar esta consciência, de que melhores resultados vêm quando geramos melhores resultados para quem estamos atendendo. Se você conseguir gerar esta consciência na sua equipe, verá que os resultados passarão a ser cada dia melhores.

Bares, restaurantes e indústrias de alimentos em alerta

Após a divulgação de novos episódios de contaminação e infecção alimentar de clientes de bares, restaurantes e indústrias, fica para todos nós que de alguma forma somos consumidores de serviços de alimentação e alimentos industrializados, a lição de que é preciso de uma vez por todas uma maior responsabilidade dos proprietários e trabalhadores dos serviços e indústrias da alimentação, com o que servem e o que produzem. A maioria dos casos não vai para a grande mídia, mas um número muito grande de consumidores segue ficando doentes, tendo prejuízos à saúde, faltando ao trabalho, gerando transtornos para si e onde convivem.

A fiscalização da vigilância sanitária por “n” motivos não dá conta e muitos estabelecimentos não segue padrões mínimos de qualidade e boas práticas de manipulação e produção de alimentos. Graças a Deus e as dicas de minhas colegas de consultoria na área de alimentos, tenho bastante critério sobre os produtos e os locais onde compro, faço lanches e refeições, que muitas vezes são fora de casa e por isso, nunca adoeci por consumo de alimentos contaminados. Mas a todos que vivem esta situação, vale o alerta de terem muito mais critério na hora de escolher o quê e onde comprar seus alimentos.

Aos proprietários dos serviços e indústria da alimentação é preciso lembrar que com mais informação, os consumidores têm cada vez mais critérios nas suas escolhas e quem não produzir um alimento seguro, vai perder cada vez mais clientes. Além disso, vale destacar que um estabelecimento com casos comprovados de contaminação e intoxicação alimentar, tem na maioria das vezes, a inviabilização do negócio, tanto pela fuga dos clientes, como também pelas grandes implicações que podem ser geradas pelas indenizações que cabem às vítimas. A racionalidade presente na boa gestão manda que sejamos prevenidos e por isso, recomendo aos gestores dos estabelecimentos que nos lêem, que revisem permanentemente as suas práticas e das suas equipes, pois está lá a maior parte do foco dos problemas. A leitura e o entendimento das normas ou o apoio de uma consultoria podem evitar muitos problemas.

Aproveito o espaço para desejar sucesso e ótimos negócios aos amigos leitores! Um abraço e até a semana que vem!