O conceito que você oferece

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Que está tudo mais competivivo, mais disputado, necessitando de mais esforço para mostrar que a sua opção é melhor do que as de todas as demais que pretendem a atenção e a preferência do cliente nem é  preciso discorrer muito, pois isso é sentido a todo o momento. Como sobreviver e mais do que isso, como crescer mais do que os concorrentes é que precisamos sempre entender melhor.

Já mostrava Porter na matriz concorrencial que quanto maior a rivalidade entre os competidores, mais os clientes e fornecedores ganham poder de barganha, ficando mais exigentes, mais seletivos, diante do maior volume de escolhas e facilidades ao seu alcance. Mais competição, exigências, ofertas, produtos, anúncios e estímulos visuais simultâneos, maior é o desafio para as marcas tanto de produtos, quanto de varejo, obterem a atenção e a preferência dos clientes. Com a recessão fica mais evidente que quem somente vende algo para um consumidor numa relação fria, pragmática e até distante, passa a ter maior dificuldade.

Marca é o conceito do que se oferece, podendo ser tanto o seu mesmo, ou a marca pessoal, como do varejo, ou marca da loja, como dos produtos da indústria ou dos serviços, ou a marca do produto. Para vender mais a sua marca pessoal, ou a marca de sua empresa e de seus produtos é preciso buscar uma ligação com os consumidores por meio de valores, ou seja, é preciso ter um significado, um conceito real para quem vai decidir entre o que você oferece e o que tantos outros oferecem.

Podemos ver entre os recentes sucessos de algumas grandes marcas que atuam no Brasil como na prestação de serviços o Itaú, na indústria de bens de consumo a Heineken e no varejo a Magazine Luiza, que deixaram de colocar todo o foco e esforço em vender respectivamente, serviços financeiros, cervejas e bens duráveis, para se preocupar em construir uma relação real e significativa com seus clientes. As marcas não podem mais se preocupar apenas em vender seus produtos e construir uma imagem para elas que será projetada aos consumidores através da mídia. É preciso gerar conceitos do que possa proporcionar um significado o quanto mais relevante possível para as pessoas que queremos atrair.

Nada mais fica parado, estático, estanque, pois neste momento volátil, líquido, com relações, capital, patrimônios e até reputações escorrendo entre os dedos, ou evaporando, é preciso repensar a todo o momento as ações, valores e estratégias.

Pense no conceito que você está criando sobre o que você oferece e em como as pessoas que você pretende atrair poderiam mais facilmente entender e preferir este conceito ao invés dos conceitos que os seus competidores oferecem. É preciso lembrar que o marketing não é e nunca foi uma batalha entre produtos, pois é uma guerra mental e é na mente de quem queremos atrair, que ocorrem os embates. As vitórias são percebidas nos resultados financeiros que são sempre consequência do conjunto de ações que fizemos melhor do que os outros que disputam a mesma atenção e o mesmo dinheiro.

Desejando mais e melhores negócios a todos, deixo um abraço e até a próxima!