O tempo passa

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Nesta semana completei 46 anos de vida. Passou tão rápido que as vezes parece que há um equívoco nas contas! Fiz e fui a poucas festas, viajei pouco, trabalhei muito, estudei bastante e talvez por esta combinação, o tempo parece ter voado!
Neste mês completei 30 anos desde que meu nome esteve pela primeira vez no contrato social de uma empresa. Foi cedo e permitiu aprendizado para as outras sociedades e negócios. Também completei 28 anos desde a primeira vez que assumi uma turma como professor. Foi no ensino fundamental, sendo que depois passei para a educação profissional e para o ensino superior, onde no último dia 1º de março completei 20 anos de atividades. Tive diferentes negócios, sendo docente em paralelo e em diferentes instituições e trabalhando para diferentes organizações. Mudei de cidade algumas vezes, viajo bastante a trabalho, conheci muita gente e muitos destes tenho a felicidade de manter contatos, mesmo que esporádicos.
Sempre que penso neste tempo, lembro da intrigante questão de Liv Ullmann: “Por que o tempo é tão implacável, roubando-nos as oportunidades se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las imediatamente?”
Por mais que sejamos rápidos, sempre fica a sensação de que deixamos de fazer coisas importantes e há tempos a frase de Charles Darvin, quando disse que “o homem que tem coragem de desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida.” contribui para incentivar um momento constante na vida e a tentativa de avaliar o que fazer e o que deixar de fazer. O tempo passa rápido e por vezes temos a impressão de que a vida passa por nós. Os filhos cresceram muito mais rápido do que eu pensava que seria. Os amigos ficaram mais velhos, principalmente aqueles que não vejo a mais tempo (rs, rs) e fazem anos que entendi que o tempo com a família e os amigos é ganho e aquele gasto com os inimigos é perdido!
Sou daqueles que entende que viemos para a vida para aprender sempre e que é preciso deixar boas contribuições nesta passagem. Para aprender é preciso viver e conviver e para ensinar realmente é preciso deixar melhor a vida dos outros. Penso que importa muito menos quantas horas ou quantos anos, ficamos aqui, ou lá, com este ou com aquele, do que o que deixamos de legado, por onde passamos e na vida de quem conviveu conosco. Aprender a deixar melhores aqueles por quem passamos é algo que só nos engrandece e se pudermos passar adiante formando uma corrente do bem, podemos iluminar nossa vida e as vidas de quem mais influenciamos.
O tempo deixa muitas marcas em quem passa pela vida e tenho muitas. Uma delas é o fato de entender que o que está ocorrendo é tão relativo que não faz tanta diferença, pois é a forma como percebemos tudo que importa e realmente conta para cada um de nós.
Muito obrigado a cada um que lendo, ouvindo, convivendo, ensinando, aprendendo, fazendo, curtindo, compartilhando, contribuindo, amando, odiando, dificultando, desafiando, incentivando, discordando, aceitando, rejeitando… tempera esta vida fazendo-a cada dia mais enriquecedora!

Um abraço, e até a próxima!