Profissionais indispensáveis

0
104

Ouvimos a todo o momento que entregar resultados é essencial para um bom desempenho profissional. Profissionais com boa formação e histórico de entrega de resultados estão sempre na mira das melhores empresas. Todavia, ao pesquisar mais profundamente o tema, verificamos que embora seja essencial, resultado não é tudo! Pesquisas mostram que para se tornar um profissional indispensável, e altamente valorizado, daqueles que a organização está disposta a um bom desembolso para tê-los, é preciso mais. Compartilho parcialmente o texto da especialista Talita Abrantes, publicado originalmente na revista Exame.

Pró-atividade: “Esses profissionais, geralmente, se colocam em situações sem que sejam mandados”, afirma o psicanalista Luiz Fernando Garcia, autor do livro “Inconsciente na sua vida profissional”. Agora, atenção: ser proativo não é sinônimo de ser workaholic. Profissionais indispensáveis, geralmente, têm uma percepção aguçada sobre o que precisa ser feito. “Essas pessoas são comprometidas com o trabalho. Não no sentido de ser reativa, mas elas fazem o que precisa ser feito, vão além e trazem outros com ela”, diz o antropólogo Luiz Marins, autor do livro “Tudo o que é fácil já foi feito”.

Assumir riscos: Profissionais indispensáveis não se restringem à zona de conforto. Antes, volta e meia, ultrapassam os limites daquilo que lhes é confortável e assumem riscos. Mas não é preciso estar na mesa de operações ou em posições estratégicas para vivenciar riscos. Basta abrir-se para as novidades e ultrapassar os seus próprios limites, rotineiramente.

Enxergar soluções: Independente do cargo que estão, profissionais indispensáveis são capazes de ligar os pontos, solucionar problemas e trazer novas propostas para a organização onde trabalham. Geralmente, são pessoas criativas, que estão um passo à frente da maior parte da população. “Em média, bons gerentes, tem uma visão de até 3 anos, bons diretores, de até 10 anos. Agora, quem tem uma personalidade empreendedora, tem uma visão de longo prazo de 30 anos”, diz Garcia.

Ser “gente boa”: “As organizações estão atrás de pessoas que saibam pensar em conjunto”. Isso significa que ganha pontos quem não se fecha querendo apenas o próprio sucesso, mas que pensa no sucesso da organização. Em termos práticos, segundo o autor, as pessoas indispensáveis sabem dar feedback, transmitir conhecimentos e valorizar todos com quem trabalha. Se não estão em cargos de liderança, geralmente, são capazes de gerar vínculos e contribuem para um ambiente corporativo amigável.

Levar outras pessoas junto: Essa capacidade de gerar vínculos, geralmente, é fundamental para que estes profissionais também sejam capazes de influenciar outros, sem manipulá-los. “Uma coisa são os engajados, outra, os ativamente engajados. Os últimos, além de proativos, engajam outras pessoas também”, explica Marins.

Entregar resultados de qualidade: Resultados sempre falam mais alto, mas no contexto corporativo atual, o que leva a eles também conta e muito. Se o profissional bate todas as metas, mas sob as penas de burlar leis, afugentar outros bons profissionais e cometer desvios éticos, provavelmente, não durará muito tempo. Porque, no longo prazo, o custo benefício deste tipo de combinação pode acabar no prejuízo.

Ter “olhos que brilham”: “Tem gente que não brilha por nada. Tem aqueles que os olhos só brilham quando se fala de salário ou férias”, diz Marins. “Agora, tem gente que brilha quando recebe um desafio novo, quando tem algo a aprender. São essas pessoas que eu contrato”. Mas o que está por trás de olhos brilhantes diante de novos desafios profissionais? Paixão pelo que faz e ponto.

Finalizando, queridos leitores, a sustentação de todos os profissionais insubstituíveis está em, realmente, gostar do que faz, pois do contrário, fica difícil tomar iniciativa, assumir riscos, influenciar pessoas e contribuir para um ambiente motivador no trabalho.

Desejando ótimos relações e negócios, um abraço a todos e até a próxima!