O amante assassino…

0
120

Ela era casada, e tinha um filho com seu marido. Insatisfeita em casa, ela foi procurar o seu verdadeiro amor fora do lar conjugal. Envolveu-se com outro homem e este relacionamento secreto já durava quatro anos. Por motivos que a razão não pode explicar, nem talvez o coração, ela pediu ao amante que lhe assumisse como companheira. Ele não quis. Ela então passou a insistir mais vezes. Ele continuava negando.

Pressionado pela mulher que tanto o queria, e estaria disposta a largar tudo por ele, o amante toma a decisão de encerrar o relacionamento de uma forma que não surgissem mais problemas.
Certo dia, ele a convida novamente para um encontro amoroso. O local: um motel em outra cidade. Na hora marcada, o casal se encontra para saciar seus desejos e realizar suas fantasias. Para ela, provavelmente a esperança de tornar-se a companheira dele. Para ele, era hora de encerrar o que já durava quatro anos…

Após se enamorarem, ele então começa a executar a segunda parte do plano. Estrangula a moça e a mata por asfixia. Depois pega seu corpo e coloca no carro. Veste ela direitinho e coloca suas mãos dentro dos bolsos da jaqueta. Um boné em sua cabeça ajudaria no disfarce. Agora sim, já era hora de retornar para a sua cidade de origem e esconder o corpo.

No caminho, porém, uma surpresa: uma blitz da Brigada Militar parava todos os veículos. Ao parar o carro do amante assassino um dos policiais percebeu algo estranho e o segredo foi descoberto. Ele foi preso em flagrante, no ato.

Ao saberem da notícia, o marido e o filho menor de idade ficaram inconformados e resolveram processar o assassino alegando danos morais pela dor da perda da esposa e mãe. Pediram também uma pensão ao filho menor, até a data em que ele complete 25 anos de idade.

Em sua defesa, o homem alegou que não existem provas do dano moral do marido e do filho, nem provas do prejuízo patrimonial que lhe obrigasse a pagar pensão ao menor.

O juiz ao analisar o processo condenou o amante a pagar R$ 54 mil de danos morais ao marido, mais R$ 54 mil de danos morais ao filho e determinou ainda o pagamento de uma pensão mensal de 2/3 do salário mínimo desde o dia do crime (1º/09/2005) até o dia em que o menor complete 25 anos de idade. Indignado o amante recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça em Porto Alegre.

Para o desembargador Túlio Martins, que analisou o processo na capital, o dever de reparar o dano é indiscutível. O crime foi covarde e brutal e o sofrimento, o abalo e a falta do que jamais poderá lhe ser suprido, são sentimentos experimentados pela família. O julgamento ocorreu na 10ª. Câmara Cível do Tribunal de Justiça que manteve a decisão do juiz de primeira instância.

Que confusão desnecessária. Provavelmente começou com um olhar, um beijo, uma transa e depois foi se repetindo até que se perdesse o controle da situação. Para ele, quem sabe, mais uma, ou algo sem sentimentos. Para ela, um novo horizonte, a esperança de buscar a felicidade fora do seu mundo, que não lhe bastava. Para o filho, a dor de perder a mãe, sem entender o porquê. Quem sabe um dia entenderá, quem sabe um dia compreenderá, mas o certo é que a falta da sua presença nunca será preenchida…

Das minhas leituras da madrugada: Muitas vezes, para você ser feliz, não precisa buscar algo novo. Precisa sim, aceitar o que você tem…