O crime (im)perfeito…

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 Ela tinha um amante, e eles resolveram matar o marido dela, que nada sabia do romance. Todos moravam em Bombinhas, Santa Catarina.

Certo dia, no inverno de 2006, ela pediu ao marido que a levasse ao ginásio de esportes da cidade. Foram de moto, ela na garupa. Perto do local o amante esperava de tocaia. Havia atravessado uma corda de um lado ao outro da pista por onde o casal teria que passar para chegar ao ginásio…

Ao avistar a moto, o amante se prepara e, na hora certa, puxa a corda, atravessando-a de um lado ao outro da rua. O homem tenta frear, mas não consegue, e ambos caem da moto.
Aparece então o amante, armado, e atira duas vezes contra a cabeça do homem. Ela desesperada corre em direção às residências próximas e pede ajuda, dizendo que foi vítima de um assalto. Tudo perfeito. Até mesmo o choro, abraçada ao caixão…

A vida segue, e o crime realmente parecia perfeito. Viúva e assassino começam então a namorar. A polícia resolveu investigar…
Analisando as circunstâncias do crime e ouvindo algumas pessoas da comunidade, a polícia resolveu interrogar a mulher sobre os fatos.

Ela, imediatamente, negou tudo! Disse que só conhecia o assassino de vista, antes do ocorrido e alegou que começou a se relacionar com ele somente depois do crime. Disse ainda que quando descobriu que ele havia matado seu marido, ela foi ameaçada e teve então que manter o relacionamento.

A polícia não acreditou muito na história e resolveu interrogar novamente o homem. Ele então resolveu contar: disse que era realmente amante da mulher e que resolveu matar o marido porque ele ameaçava a sua amada. A casa caiu…

Nesta semana o Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve a condenação do casal pelo assassinato do homem. A pena dela é a maior: de 14 anos de prisão em regime fechado na Comarca de Porto Belo. Vai assistir o sol nascer quadrado…

Fonte: TJSC (Processo: AP. Crim. 2010.034.397-0)

Das minhas leituras da madrugada: Não existe uma forma certa de fazer uma coisa errada…