Alzheimer: a doença do esquecimento

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Alois Alzheimer (1864-1915) após cinco anos que havia diagnosticado a doença de Alzheimer apresentou em um congresso científico esta enfermidade utilizando o quadro mórbido de uma mulher de 51 anos, chamada Auguste D. No “estabelecimento para enfermos mentais e epilépticos” de Frankfurt. Essa paciente, em momentos de lucidez, dizia sentir-se “perdida”. Após sua morte em 1906, em estado de alienação mental, Alzheimer examinou o cérebro dela e descobriu algumas informações na qual descreveu a doença (BRANDT & HANSER, 2004).

Foram feitas várias entrevistas com Auguste, nas quais o médico procurava respostas para o quadro que ela apresentava. Abaixo, temos um trecho de uma conversa entre Alois Alzheimer representado pelas iniciais AA e Auguste D. representada pelas iniciais AD.

AA: Como a senhora se chama?
AD: D. Auguste.
AA: Quando nasceu?
AD: Em mil oitocentos…
AA: Em que ano nasceu?
AD: Neste ano, não, no ano passado.
AA: Quando nasceu?
AD: Em mil oitocentos… Não sei…
AA: O que lhe perguntei?
AD: Ah, sim, D. Auguste…(BRANDT & HANSER, 2004, p.30 ).

A enfermidade é resultado da morte das células nervosas. Nascemos com cerca de 10 trilhões de Neurônios. Na idade adulta, perdemos entre 50 e 100 mil neurônios por dia, sem danos à memória. Na doença de Alzheimer, a perda é de 30% a mais que o normal. No começo, os pacientes apresentam pequenos esquecimentos, normalmente aceitos pelos familiares como processo normal de envelhecimento (SAYEG apud SHIMMA; BECCARI, 1995, p.52).

Ao perder memória o portador sente um grande desconforto isso se dá na fase inicial e intermediária, pois, na fase adiantada há falha da auto-crítica e este não apresenta mais condições de perceber-se doente. À medida que a doença avança um grande número de neurônios é destruído em distintas regiões encefálicas (SMITH, 1999).

A reversão da deterioração causada pela DA ainda não foi descoberta e os tratamentos disponíveis atualmente visam à melhora cognitiva e diminuição de sintomas comportamentais. Isso é alcançado por meio de medicação e técnicas cognitivas de reabilitação, além de informações sobre a doença e o apoio a familiares e cuidadores (ÁVILA, 2003).

As alterações provocadas pela DA têm sido objeto de abordagem multidisciplinar e os tratamentos oferecidos são: medicação, reabilitação neuropsicológica (RN) e grupo informativo.

Texto extraído do artigo científico “A Família e a Doença de Alzheimer” de autoria de Marianita Ortaça e Deise Francisco.

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