Em quem você tem depositado a sua frustração?

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Nós atravessamos situações diversas e estressantes diariamente, algumas pessoas mais e outras menos, conforme sua vulnerabilidade emocional ou mesmo o tipo de trabalho que desempenha ou o ambiente que este proporciona.

Muitas vezes precisamos “engolir sapos”, ou seja, nos privamos de dizer aquilo que realmente pensamos por educação ou medo de consequências ou represália. Sentimentos ruins são produzidos e abafados internamente através desse estrangulamento do xingamento que deveria se dar ali, de forma instantânea.

Mas esses sapos continuam lá, presos do teu estômago, arrebentando suas vísceras e um desejo quase incontrolável de pô-lo para fora te faz explodir. A espuma branca de quem se infectou com o veneno do sapo não fará mal somente a você, mas a quem estiver mais perto. E aquela pessoa mais próxima, geralmente é a mais amada também. Ela aguentará seu ranço, seu problema, suas queixas, mas não sem consequências…

Uma atitude muito comum, mas que, porém, passa imperceptível a nossa análise diária é esse depósito de frustrações ou desabafo de problemas na pessoa amada.

É preciso refletir para não acabar minando as relações próximas com assuntos e inconvenientes que dificilmente (ou nunca) serão resolvidos por essa (s) pessoa (s), e que, talvez até você já tenha resolvido, mas que se rende ao alarme, gritando aos quatro ventos sua indignação e atingindo o ser que te escuta.

Equilíbrio, empatia, cuidado com o outro e, procura consciente por ajuda externa poderão impedir catástrofes emocionais intimas e acúmulos dilacerantes e desnecessários.

Não que você não tenha que desabafar. Mas também não é preciso transformar a pessoa num depósito de fracassos passageiros.

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