O que é a ciência da felicidade. Psicologia positiva?

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Há aproximadamente duas décadas um grupo de psicólogos pesquisadores norte-americanos iniciou um movimento em prol do “estudo científico do que faz a vida ser digna de ser vivida” (Peterson, 2006). Esse movimento ganhou o nome de psicologia positiva, que pode ser entendido como um termo guarda-chuva para o estudo das emoções, das características individuais e das instituições positivas centrado na prevenção e na promoção da saúde mental (Seligman, Steen, Park, & Peterson, 2005).

O principal interesse na psicologia positiva, nessa perspectiva, é ter um entendimento científico sobre as forças e vivências humanas com foco na felicidade e nas possíveis intervenções no sentido de aliviar as dores e incrementar o bem-estar subjetivo (Seligman, Steen, Park, & Peterson, 2005).

Peterson (2013) afirma que a psicologia positiva não é uma versão reciclada do pensamento positivo, tampouco a sucessão de O Segredo. É um chamado para a ciência psicológica se ocupar mais com as forças humanas do que com as fraquezas, a ajudar a construir vidas melhores do que reparar o que está ruim, enfim, centrar-se no que faz a vida valer a pena.

Nesse sentido, é importante salientar que a psicologia positiva não ignora o sofrimento e os problemas que as pessoas experienciam, tampouco desvaloriza ou afirma que o estudo das patologias mentais e comportamentais deva ser descartado ou substituído. O objetivo desse movimento é complementar e ampliar o foco da psicologia, que tem sido, desde seu surgimento como ciência, predominantemente patológico.

Ao direcionar os estudos científicos para as características humanas positivas, como forças e virtudes, a ciência psicológica estará aprendendo como prevenir doenças mentais e físicas, e os psicólogos poderão desenvolver métodos para ajudar pessoas e comunidades a enfrentarem as vicissitudes da vida, mantendo os níveis de felicidade e bem-estar (Scorsolini-Comin & Santos, 2009; Peterson, 2013).

É importante ressaltar que a psicologia positiva, como movimento, não está criando uma nova área do saber psicológico, mas propondo um exercício teórico e, especialmente, metodológico no sentido de orientar a visão que se lança aos fenômenos investigados pela psicologia para os aspectos positivos e saudáveis do desenvolvimento, visando priorizar a prevenção ao tratamento (Seligman, Steen, Park & Peterson, 2005; Scorsollini-Comin & Santos,2009; Peterson, 2013).

 

Fonte: Claudio Simon Hutz organizador – Avaliação em psicologia positiva, 2014.

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