Ócio criativo

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Ócio segundo o dicionário significa: […] o não fazer nada. Tempo de que se pode dispor; descanso, repouso; vagar. Preguiça, vadiagem. Ociosidade. Mas também significa poder aproveitar o tempo livre de forma inteligente e prazerosa.

Eu sempre defendi a ideia do ócio. Sou alguém que precisa do ócio para estar em equilíbrio e ter alegria de viver. Nos momentos de ócio entro em contato comigo e revelo meu melhor lado, aquele que enxerga a vida com sensibilidade.

Na correria diária não dá pra ter devaneios filosóficos e ficar comentando sobre o brilho da lua e a beleza do céu estrelado. Não dá para ficar com cara de boba admirando o dia ensolarado e aquela flor que acabara de desabrochar. Não dá para se emocionar com uma música que toca…

Eu preciso do ócio!

Segundo o filósofo Domenico De Masi, o ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se para a arte, a criatividade e a liberdade. É no tempo livre que devemos concentrar nossas potencialidades.

A proposta do ócio criativo como uma ferramenta para o aprimoramento pessoal fora do trabalho é uma das mais belas teorias já produzidas, cuja efetivação é possível.

Vamos pensar e refletir a partir do seguinte raciocínio: Se eu estou afogado em trabalho provavelmente não vou fazer nada de muito relevante.

A produtividade é grande mas devido a pressão e ao estresse irei baixar a qualidade daquilo que estou me propondo a fazer, ou mesmo essa produtividade pode ser ilusória.

A criatividade precisa de uma mente arejada, de um momento de “nada” para poder manifestar aquilo que tem de mais especial.

Não estando pressionada por atividades urgentes, nossa mente cria. Nossa saúde mental se restabelece e agradece.

Ah ócio! Parar para apreciar a vida…

Eis uma defensora!

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