A felicidade alheia

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Os nossos olhos enxergam de preferência o que está à frente, diante do nosso nariz. Nesse olhar, imaginamos que o melhor da vida não está do nosso lado. Os outros é que estão desfrutando de oportunidades mais favoráveis.

Impressionamo-nos pela casa bonita, pelo automóvel moderno, pelo prestígio na sociedade, pelo cargo ocupado – eles conseguiram, nós não conseguimos. Por que será que eles têm e nós não temos? Fazemos, equivocadamente, esta infalível indagação.

Mas nós só conhecemos as pessoas pelo lado externo, da roupa que vestem, do que aparentam a nossos olhos. E, internamente, como realmente elas vivem? A família está unida, os filhos se comportam corretamente, as finanças estão favoráveis, as doenças não atormentam a todos, por último, será que vivem felizes como nós?

É bom refletir sobre isto no momento da incerteza, quando queremos desanimar, quando o mundo parece vir abaixo, quando não há uma luz no fim do túnel.

Sei de famílias que se encontram felizes na pobreza, na dificuldade, na adversidade, na doença, nos contratempos, total, com todos revezes que a vida lhes faz experimentar e permanecem otimistas.

Diz repetido dito popular que ‘nem tudo que reluz é ouro’. Só nós, às vezes ambiciosos e vaidosos, é que não acreditamos nessa verdade.

É bom valorizar mais o que temos e o que somos.

LAMPIÃO

Nada a ver com o Lampião da Maria Bonita, mas sim o verdadeiro, que os antigos chamavam de candeeiro a querosene. É o que poderá ocorrer nesse imbróglio da presidenta da República com as companhias de energia elétrica. Ela quer e o consumidor também quer uma redução na conta de luz.

A presidenta prometeu 20% a menos na conta, mas a proposta já está em 16% e só Deus sabe como ficará.

O problema é que as companhias alegam investir menos em razão da receita menor e isto poderá ocasionar queda de luz, apagão ou escuridão, como queiram.

O pobre quando ganha uma coisa sempre tem outra a perder.

REMENDÃO

Assisti parte substanciosa dos debates sobre o ‘mensalão’, realizados pelo Supremo Tribunal Federal. Fiquei envergonhado com a atuação de dois suspeitos julgadores, preocupados em absolver alguns réus. Enojado, também, pela discussão inútil e fútil. O STF carece de maior seriedade de seus membros, que não podem patrocinar manifestações em desacordo com a Constituição, apenas pelo amor a camisetas políticas.

Enfim, eles foram nomeados e defendem ardorosamente os seus padrinhos.

SETENTA

Incrível, parece que nasci ontem. A realidade é outra. Os anos passaram e permaneceram vivos na lembrança. Foi o calendário que mudou suas folhas. Os acontecimentos arquivados na memória foram bons; risquei da memória os que não significaram nada.

O corpo alterou-se com o passar dos anos. E os cabelos então! Perderam-se preciosos fios e o branco coloriu o que restou, sem a necessidade de disfarçar com tintas. As tintas não escondem as idades.

O juízo continua no devido lugar, ora se move à direita, ora se move à esquerda, sempre procurando manter uma linha de conduta reta.

A mão infalível de Deus me proporcionou chegar até aqui. A minha família e os meus amigos também. A todos sou grato.

Ainda tenho muito que andar para servir os semelhantes.

ABRAÇO

Um forte abraço no meu amigo e leitor Vitório Neri Guasso e na população ordeira e progressista de São Miguel das Missões. Qualquer hora eu apareço.