A insegurança pública

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Engana-se quem pensa que a segurança da população será eficiente apenas com novas unidades policiais civis e militares, com aquisição de armas e viaturas. É necessário mais que isto. Leis penais atualizadas, que inibam à prática de crimes, presídios que recuperem os criminosos, salários dignos aos servidores e atendimento social com qualidade melhor.
Assistimos ao desinteresse do Estado em construir casas carcerárias, em incentivar os servidores com melhor remuneração, em investir em programas educativos e sociais etc. O único objetivo é perpetuar-se no poder.

Enquanto isto, a população convive com a insegurança permanente, lamentando os fatos noticiados pela imprensa.

Não faltam aos servidores vontade de investigar e prender, de recolher os condenados e reeducá-los, mas há uma ausência de recursos e de legislações que ponham fim à possibilidade de uma impunidade.

Os governantes, privilegiados por segurança especial, extensiva à família, continuam ditando palavras pouco convincentes, prometendo o que não cumprem, dando a impressão à sociedade que tem feito o melhor. Não. Mentem descaradamente para o povo.

E a população, em desespero, contrata segurança pessoal, opta por cerca elétrica, cão feroz, distribui sobre o muro ofendículos. Faz a sua parte. O governo não.

Até quando os governantes correrão apenas atrás de votos?

FENAMILHO

A Comissão Central da 16ª Fenamilho realizou, dia 24 deste mês, na Acisa, a prestação de contas relativas à promoção.

Presidida pelo dinâmico Alberto Gomes Toscani, o resultado apresentado foi satisfatório, sabendo-se das enormes dificuldades encontradas para a sua realização, pelo momento econômico vivido pelo país.

Vamos para a próxima com o mesmo sucesso, numa demonstração de coragem e de participação da população.

As sementes plantadas durante a Fenamilho certamente vão produzir resultados econômicos favoráveis ao município e à região.

CALAR

A primeira reação que se tem após ouvir uma notícia ou uma acusação é manifestar uma opinião violenta, imprópria e indevida.

É necessário saber ouvir e manter a boca bem fechada para não manifestar um pensamento que causará repercussão negativa.

É difícil ouvir uma palavra injusta, mas é importante ter a consciência de que a injustiça, que dói, será corrigida com o correr do tempo.

Calar é um direito que toda pessoa tem, inclusive quando interrogada por uma autoridade. O falar pode comprometê-la, arrumando provas que poderão prejudicar a sua defesa.

Ouvidos bem atentos. É a recomendação. Mesmo diante da pior injustiça.

MOBILIDADE

Tem crescido o movimento de motocicletas e de bicicletas e, ao mesmo tempo, aumentando o número de acidentes com esses tipos de veículos. Porque o fluxo maior é de automóveis.

Motos e bicicletas têm a vantagem de ocupar pequenos espaços nas vias públicas, mas, abusos de parte a parte, terminam em acidentes com gravidade.

Aos poucos, os ciclistas vão exigido vias próprias onde possam circular com segurança e nem sempre são atendidos pela falta de recursos. Com o tempo terão conquistado esse direito.

Por ora, recomenda-se aos motoristas de veículos maiores que tenham cautela quando se aproximarem de motos e de bicicletas. Em contrapartida, os abusos que ciclistas e motociclistas cometem devem ser evitados em favor deles.