A morte sob rodas

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 Está em andamento uma campanha nacional com o objetivo de aumentar a pena dos que se envolverem em crimes de trânsito, principalmente quando dominados pelo álcool. Absoluta razão assiste aos mentores dessa atuação preventiva nas ruas e nas estradas.

O que ocorre hoje não é acidente de trânsito, mas sim crime de trânsito, este deve ser o entendimento. Acidente é um acontecimento imprevisível, enquanto crime é um ato de vontade, por ação ou omissão do condutor de veículo automotor.

É importante que os legisladores atentem para o que está acontecendo no país, onde mais de 40 mil pessoas morrem por ano. Uma verdadeira chacina. Uma estatística mais cruel que os efeitos da natureza causaram no Japão.

Infelizmente, o país adota o critério de ‘panos quentes’ aos responsáveis pelas mortes e lesões graves que são registrados diariamente, permitindo que o mal seja reparado com cestas básicas e prestações de serviços à comunidade.

Por ocasião de um acidente de trânsito, ato involuntário, sem intenção, é razoável que a penalidade aplicada seja benigna, recuperadora do autor. No entanto, os crimes devem ser julgados de forma diferente, aplicando-se penas de acordo com a gravidade e a responsabilidade pelo fato.

Está na hora de os parlamentares adotarem leis mais atualizadas e que realmente eduquem através da punição os autores dos males causados no trânsito.

BIG BROTHER
Concordo num ponto: a televisão brasileira deixa muito a desejar, não educa. A culpa não é exclusiva dos concessionários, também é dos brasileiros. A maioria gosta de apreciar programas ruins. Como o Big Brother.
Ele tem uma audiência espetacular em cada edição.

A população baba ao assistir as bobagens ditas e os comportamentos salgados que acontecem sob a coberta, tanto que o comentário é enorme no dia seguinte a apresentação.
Enfim, há gosto para tudo e quem sou eu para estragar o paladar dos brasileiros!
Não canso de lembrar, quando estudante de Jornalismo, fiz com mais três colegas um protótipo de programa para ser apresentado na existente rádio Metrópole. Apresentado a Maurício Sobrinho, ele foi claro: ‘o programa é bom, mas não vende’. E a ideia morreu. O povo não vive sem rádio, mas o rádio não vive sem patrocínio. Com TV é a mesma coisa.

OTIMISMO
Nada de perder a coragem e desistir de lutar. Vence quem acredita na persistência. Dar a volta por cima sempre é uma possibilidade. Claro, no primeiro momento um drama, uma nuvem escura diante dos olhos, no entanto, pouco a pouco, começa o acendimento de luzes à frente. E em cada dia seguinte a esperança cresce e a vontade de viver também.
Pessimismo não leva a nada, não traz benefício algum. Ao contrário, tira da pessoa a possibilidade de um futuro melhor, mais venturoso.

HUMILDADE
O brasileiro é um povo humilde, submisso às vezes pela inocência, mas generoso no reconhecimento de um favor. Mesmo que o favor seja o cumprimento de um dever. A palavra que mais pronuncia é ‘obrigado’. Agradece mesmo quando paga uma conta após ter esperado na fila do banco por meia hora.
Em todo momento, ouvimos a repetição dessa palavra. Obrigado para cá, obrigado para lá e assim ele vive. E nem sempre a pessoa reconhecida merece o tratamento educado.