Agrura dos prefeitos

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 Sei bem o que é chegar dezembro e às burras municipais faltar dinheiro para o encerramento do ano. A fiscalização do Tribunal de Contas poderá levar o administrador ao Tribunal de Justiça.

O problema é que as isenções fiscais para automóveis, refrigeradores, fogões etc., projetadas para a geração de empregos, estão reduzindo os retornos federais aos municípios. A mãe-Pátria está deixando mal os seus primos pobres…

Penso que se o incentivo fosse para micro e pequenas empresas o dinheiro teria melhor resultado. Este não é o pensamento dos economistas de plantão em Brasília. Estimulam a presença de mais automóveis nas ruas e nas estradas, hoje completamente congestionadas.

Fala-se, inclusive, que poderá faltar combustível no futuro próximo…
Os municípios sobrevivem com orçamentos apertados, muitas vezes sem a possibilidade do cumprimento de suas obrigações básicas de educação, de saúde e de investimentos postergados pelo tempo.

Enfim, estamos lendo e ouvindo prefeitos de chapéu na mão buscando aquilo que os municípios têm direito – não pedem favor. Porque eles sabem das necessidades que enfrentam e dos pagamentos de milhares de servidores pouco antes do Natal.

A mãe-Pátria não se preocupa. É que o Tesouro Federal continua abarrotado de impostos.

DESARMAMENTO

O governo teve a (in) feliz ideia de promover o desarmamento da população. O brasileiro não tem direito nem de usar arma para defesa pessoal. A campanha foi total e as pessoas fizeram a entrega da arma por uma mixaria de reais.

Só que o governo se esqueceu de avisar os bandidos, estes continuam agindo com poderosas armas que nem a polícia possui.
O massacre é lamentável, mata-se por qualquer motivo, e os legisladores, ao contrário de aprovarem leis mais duras estão tentando afrouxar as penas sob o argumento de que os presídios não comportam mais presos e não oferecem tratamento digno.

Indigna é a situação da população. Desarmada. Inerte diante do perigo que corre diariamente.

JUDIAÇÃO

Seis governadores de Estado, entre eles o gaúcho, ingressaram no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de reduzir o piso salarial dos professores.
Em primeiro lugar, eles não estão cumprindo a lei. Em segundo, têm o claro propósito de derrubar parte importante da lei, ou toda a lei.
Essa gente ainda quer ensino de qualidade no país!
A discussão do momento diz respeito ao índice de correção do piso salarial – querem um índice confortável para os governos e desconfortável e injusto para os professores.
Aprendi que lei se cumpre para discutir depois. Não é a atitude que muitos políticos praticam neste país. A obediência é dever da população.

CULTURA E…
A gente se diverte assistindo às sessões de julgamento do ‘mensalão’ pelo STF. Advogados e ministros demonstram cultura e nos divertem com expressões jocosas, quando se esforçam para defender, acusar e julgar um denunciado.
A expressão que recolhi para comentar foi de um respeitável advogado que chamou sua constituinte de uma simplória mequetrefe. Fui ao dicionário e lá estava escrito. Mequetrefe significa um ‘João Ninguém, um qualquer, um leva-e-traz’.
Enfim, é possível não acreditar em cadeia para os condenados, mas é importante para ganhar conhecimento jurídico e divertir-se com o esforço dos advogados defendendo o indefensável.