Após o Carnaval

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A diversão não foi igual a anos anteriores. Houve um profundo respeito às dores de jovens na arapuca autorizada de Santa Maria. Muitos tinham pleno conhecimento do que poderia acontecer, só as vítimas não foram avisadas.

De todo modo, o período dedicado a essa festa pagã foi aproveitado para viagens à serra e ao litoral. O movimento nas rodoviárias e nas estradas foi intenso. A imprevidência seguiu junto com milhares de gaúchos.

A pressa de chegar foi a maior causa de interrupção da viagem, que estragou o passeio aguardado com tanta insiedade. As pessoas não querem entender que a observância das leis e as cautelas garantem ida e volta com segurança.

A lição do perigo e a orientação das autoridades talvez sirvam para que cenas iguais se repitam no futuro. O que se lastima é o sofrimento que poderia ser perfeitamente evitado.
O que se imagina é que o país retorne à normalidade, que os empreendimentos sejam realizados após esses dias de festa, quando todos voltam à vida na comunidade após férias. Desta vez com espírito reservado à prática do bem-comum.

Os compromissos ficaram à espera, contas a pagar, coisas a fazer, trabalhos a concretizar. Logo a capacidade dos gaúchos deverá recuperar o tempo perdido no descanso.

É do que se espera. Afinal, a população ordeira e criativa encontrará solução para os problemas que se apresentarem. Tudo com otimismo e competência.

EXPORTAÇÃO

Importamos e exportamos, inclusive ideias e modelos. Não é que o mensalão, em apuração no Supremo Tribunal Federal, alcançou figuras importantes da política espanhola. Lá parlamentares e ministros estão sendo investigados por mesadas recebidas de empresários.

A população espanhola, diferente da brasileira, saiu às ruas para pedir que os larápios do dinheiro público deixassem os cargos.

O interessante é que repetem a mesma conversa fiada de que são inocentes e estão sendo injustiçados.

Por aqui, fica à mostra a intransigência comprometida do presidente da Câmara que não quer aceitar a decisão do Supremo e quer que os condenados passem pelo crivo de seus pares (cúmplices) antes de pendurar as chuteiras.

Sentença é para ser cumprida até pelos descumpridores da lei.

LEIS

Não se pode reclamar das leis, porque elas não são cumpridas; fossem cumpridas, muitos fatos não teriam acontecido. Também não se pode dizer que desconhece as leis, porque essa é uma obrigação nossa. Temos o dever de conhecer as leis.

O problema é que só enxergamos os direitos e desconhecemos, propositalmente, das obrigações.

Falhamos, esta que é a verdade.

Fazendo um ‘mea culpa’. Quem não lembra dos bailes de carnaval no Clube Arsenal, do Bairro Pippi. O clube totalmente lotado, a animação muito grande, sem que houvesse uma necessária fiscalização por parte das autoridades do seu funcionamento.

Felizmente, nunca houve nada de maior, a não ser escaramuças comuns de festas de carnaval.

Leis nós temos, temos também omissões injustificáveis até que um mal maior venha acontecer.

PAPA

Bem me lembro, ainda criança, da expectativa do anúncio de um novo Papa. Aguardava-se a presença da fumaça branca com uma grande ansiedade.

Agora, quando renunciou o Papa, por questões físicas como anuncia a Igreja, apesar de o fato ser muito comentado e discutido, o processo de indicação de um novo Pontífice é tratado como fato natural. A ansiedade e a expectiva são menores.

Não cabe discutir as verdadeiras razões de o Papa entregar o cargo, é direito seu.