Até o mal acontecer

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A vida segue após acontecimentos bons e maus. Não há outra maneira de enfrentar a realidade. A inteligência é capaz de administrar todos os problemas no tempo certo. Sem pressa para não torná-los piores.

A imprevidência e a irresponsabilidade facilitam a ocorrência de fatos desagradáveis e não há conselhos e nem orientações suficientes para mudar o comportamento das pessoas. Correm após a ingestão de bebidas alcoólicas. Dispõem-se a discutir e a fazer uso de arma sem nenhuma necessidade. Atiram-se nas águas em lugares não permitidos. Enfim, abusam da proteção angelical.

E o que dizer das autoridades públicas? Ocupadas em fazer política e useiras da transferência de responsabilidades, esquecem-se de que em algum lugar poderá acontecer um acidente. Preferem assinar alvarás e a permitir promoções perigosas para manter a amizade ou garantir o voto no futuro. Até que a desgraça bate à porta.

Então, como estamos constatando agora, reuniões, encontros, determianação de providências, apuração de responsabilidades, revisão de leis antigas e desatualizadas. Antes tarde do que nunca; infelizmente o mal já aconteceu.

Tudo para safar-se da responsabilidade e para mostrar serviço.

A meu juízo, os males acontecem para provar às pessoas que o perigo existe e que os cuidados devem ser praticados. Que a lição seja aprendida, enfim.

HERANÇA

Das leituras de verão, à beira-mar, detive-me a pensar na notícia lamentável de um senador corrupto ter a coragem de assumir a presidência da Casa Legislativa. Fiz de pronto a analogia com o que ocorreu em 1821, quando D. João VI deixou o Brasil não sem antes saquear todo o ouro existente. Corruptos diferentes, um português, outro alagoano.

E nada aconteceu nem para um e nem para o outro. Sorridentes, indignaram a população. Tudo, por enquanto, não passou da indignação.

Ler é bom para aumentar os conhecimentos da pessoa, abrir-lhe os olhos para a realidade. Mas, também, para saber que a história registra que os safados, os enganadores do povo e os corruptos vêm desde quando aportaram no país os portugueses, safando-se da guerra conta a França e dispostos a enriquecer à custa da miséria dos brasileiros.

Um dia isso tem de mudar, o país não merece representantes com pensamentos sujos.

AZARADO

Seis anos atrás, fui vítima de furto. Subtrairam-me em Porto Alegre objetos, roupas e uma arma, esta devidamente registrada. Fiz a ocorrência e me desinteressei pelo resultado, sabendo da dificuldade de investigar e de descobrir o autor. Não é que, dias atrás, fui convidado pelo Fórum de Capão da Canoa para comparecer e retirar uma arma. Fui. Verifiquei.

Era de fato a minha arma, com a diferença de se encontrar bem conservada e, eis o espanto, niquelada.

O ladrão foi caprichoso e zelou pelo meu patrimônio. Só que a arma não lhe deu sorte e ele foi apanhado com a boca na botija, preso e condenado. Quem mandou um azarado furtar a arma de um Azeredo!

TURISMO

Vale o esforço da comunidade realizando promoções importantes na busca de turistas. O resultado não tem sido satisfatório, talvez pela distância da área metropolitana.

No verão, a atração é o mar, se bem que de água gelada e de cor de chocolate, de cidades com preços elevados e mal cuidadas. No inverno, a transferência é para a serra gaúcha, que inteligentemente oferece uma série de atrações, entre roupas e chocolate.

E o que sobra para nós?

De todo modo, é elogiável o esforço que autoridades e organizações privadas fazem no sentido de atrair indústrias e trazer turistas para conhecerem a nossa terra. Vamos à luta, sempre!