Fugir da responsabilidade

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O dever de qualquer autoridade é cumprir com a sua obrigação e assumir a sua responsabilidade. Deve ter a consciência dos compromissos assumidos livremente para com a população. Não pode ser omissa em nenhum momento.

É verdade que não pode estar presente em todos os momentos no seu trabalho diário, por isto deve valer-se de auxiliares de confiança. Não custa, porém, fiscalizar a forma como está desenvolvendo o seu trabalho.

O que não tem direito é, por ocasião de um acontecimento, querer transferir a responsabilidade, pondo, às costas de outrem a culpa pela omissão, pela negligência e pela imprudência.

Mas é o que normalmente ocorre na velha informação de que não viu, não sabia e não tem nada com isto. A autoridade tem, sim, tudo a ver, procurar saber e tem que assumir a sua culpa.

No país da impunidade, das falcatruas, dos desvios de dinheiro público, de agressão à Justiça quando condenado, ainda acontece o interesse de fugir da responsabilidade.

Os políticos lutam desesperadamente para ganhar o poder, mas, uma vez eleitos, esquecem as promessas e deixam de assumir os compromissos.

Este comportamento explica os males sofridos pela população, que se acomoda e não reclama, que mantém a esperança de que uma luz iluminará o político. Doce ilusão. As pessoas são o que são e dificilmente mudam de comportamento.

Porém, está mais que em tempo de a autoridade assumir o seu papel.

PREVENÇÃO

É mais econômico o investimento feito na prevenção do que o gasto realizado após determinado evento, mais simples que ele seja.

São tantos os problemas a resolver que, muitas vezes, os mais simples são relegados a plano secundário, ficam para mais tarde, quando houver tempo.

A desgraça não espera, acontece a qualquer hora.

Dou por exemplo a fiscalização no parque infantil, onde se reúnem crianças para diversão. Os balanços não são revisados, o sistema de iluminação deixa a desejar, os buracos causam traumatismos graves, enfim, uma série de possibilidades está presente.

A autoridade maior não tem tempo para ir ao local e verificar como as coisas estão funcionando, mas tem a obrigação de conferir com o subordinado se ele está realizando essa tarefa. Quantos acidentes já aconteceram em parques infantis!

O país está fiscalizando melhor os locais de aglomeração pública a partir do trágico acontecimento de Santa Maria. Antes tarde do que nunca, porém, que não fique todo esse trabalho reservado apenas para publicidade na imprensa.

PARLAMENTOS

Está bem que os políticos de Brasília tenham perdido completamente a vergonha e estejam se lixando para o povo. O interesse próprio predomina lamentavelmente.

Para que existe lei da ficha limpa e decisões judiciais condenatórias, se os parlamentos continuam dominados por senadores e por deputados federais corruptos?

É vergonhoso o que aconteceu recentemente. Um senador corrupto, que anos atrás renunciou à presidência para não ser cassado, e um deputado, condenado pela Justiça do seu estado, assumiram cargos importantes no Congresso Nacional.

Há políticos honestos, sim, há, e muitos. Mas os que sobressaem, com os bolsos lotados, continuam dando as cartas na república. Assim não dá para ser feliz.

REINÍCIO

Logo os estudantes ganharão as ruas rumo às escolas. E tudo já está preparado para receber a juventude com fome de aprendizado.

É necessário investir não somente nos prédios e na aquisição de computadores, mas, também, é principalmente na valorização do professor, para estimulá-lo.

Precisamos da educação para mudar este país e os estudantes merecem qualidade de ensino.