Malas sem alças

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É fato comum os folgados se utilizarem dos ocupados. Pedem isso, pedem aquilo. E a pessoa para não magoar o parente ou o amigo termina arrumando mais compromisso, mais trabalho.

A verdade é que essas cargas pesadas têm sempre mais um pedido a fazer. Não têm a mínima consideração, nem dó e nem piedade.

A generosidade da pessoa tem limite. Não pode se exceder no atendimento a compromissos que não são seus. Muitas vezes, assoberbada de atividades, não encontra nem tempo para um merecido descanso.

É difícil dizer não a um parente ou a um amigo. Isto todos sabemos. No entanto, se o parente ou o amigo não se dá por conta de que está sendo excessivamente exigente, pense mais em si. Cumpra com sua cota de atenção.

Não permita ser explorado. Na vida, pode haver uma troca de favores. Coisa como antigamente. Um vizinho socorrer outro, repartir com ele frutas e alimentos, conversar francamente, até, incrível, emprestar dinheiro.

O que se dispõe a socorrer o parente ou o amigo, com prejuízo próprio ou familiar, não age corretamente.

Fazer o bem é certo. Carregar malas não.

E quantas malas sem alças são carregadas por aí com enorme sacrifício!

VACINAÇÃO

A notícia vem com atraso. O Ministério da Saúde não vai mudar os critérios de vacinação contra a gripe assassina. Tudo indica que a celeuma vai continuar no ano que vem. Sofrimentos, dores e lamentações.

Essa intransigente imprevidência do órgão federal da saúde do país está revoltando a população, obrigada a pagar às expensas próprias a vacina ou correr o risco de vida em hospitais lotados.

Será mais econômico e prudente investir na vacinação em massa, mesmo que a insensibilidade governamental tenha sido manifestada durante a campanha eleitoral.

Muita paciência e tolerância com essa gente sem pudor humano.

Ah, lembro bem! Campanha política importa em gastar sapato e tênis e jogar conversa fora, além, é verdade, de atirar dinheiro pela janela. A conquista de votos na atualidade é diferente da praticada antigamente.

Outrora, a chegada do candidato era uma festa paga pela comunidade. Hoje é uma festa paga pelo candidato à comunidade.
É que os políticos perderam a credibilidade e as pessoas estão numa penúria financeira.

Haja sapato e tênis e uma bolsa recheada de reais!

SABIA…

Com acerto ou com erro de convicção os juízes prolatam as sentenças. São aceitas com tranquilidade as decisões de primeiro grau, de juízes de carreira que se esmeram em estudar as leis e os processos.

Quanto aos senhores do Supremo Tribunal Federal, alguns se arvoram em legítimos defensores dos réus, ao invés de se colocarem no papel de julgadores. É o triste espetáculo que a população está acompanhando.

Indicados por padrinhos e comprometidos, os julgadores dão um banho nos defensores dos réus, contrapondo item por item das denúncias.

Sabia que seria assim. Inocentes devem ser absolvidos, mas participantes de crimes devem ser punidos. Assim é pelo menos o que ocorre com os pobres julgados neste país.