Troca de juros

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Isto mesmo. Chegando o fim do ano, trocamos juros por juros, abandonamos uma dívida e abraçamos outra. Ainda não entendemos que é necessário conciliar o orçamento, salário maior que despesas.

O problema todo é o crédito fácil. Não temos o dinheiro, mas temos o cartão, o cheque especial e o parcelamento. Então, não medimos consequências para gastar. Uma compra atrás da outra. Algumas necessárias, outras nem tanto.

Por último, para fechar o fracasso financeiro do ano, a boa nova da antecipação do 13º salário, a artinha que os bancos criaram para ganhar dinheiro. Quantos têm entrado nessa gelada!

Para nos safarmos dos juros aplicados pelos cartões e pelo cheque especial, geralmente salgados, vamos à procura de um juro menor, mesmo assim juro elevado.

Prometemos sempre não repetir os mesmos erros e que no ano novo tudo vai ser diferente. Prometemos e não cumprimos. A ladainha das dívidas se repete.

Enquanto não administrarmos o salário, que não cresce satisfatoriamente, vamos cair na mesma esparrela das dívidas. Dores de cabeça que não passam nunca nem com o melhor comprimido existente no mercado.

As despesas fortuitas não podem ser evitadas. A doença não marca hora. Mas é possível tomar juízo e passar a gastar de acordo com o orçamento doméstico.

EXPECTATIVA

Fim de uma administração, início de outra. Os que deixam o poder arrumam malas. Os que assumirão o poder se veem com os famosos ‘malas’ atrás de uma boca rica. É sempre assim.

Há o abandono dos que concluem o mandato, ficando apenas os verdadeiros amigos. Os demais não se aproximam pelo medo de serem vistos. Enquanto isto é uma correria de abraços aos que vão assumir o Paço Municipal.

Na política, nada muda. É bom, pois, os políticos terem consciência de que o mandato é efêmero e um dia chegará ao fim. E o importante é ter a tranquilidade de arrumar as malas e seguir para casa. Os ‘malas’ não tem jeito, ficarão de boca aberta…

PENÚRIA

Leio e ouço que os municípios estão numa situação financeira complicada no encerramento dos mandatos dos atuais prefeitos, que poderão transferir dívidas para os novos administradores. Providenciaram na economia de guerra, entre elas, paralisação de obras e cortes de cargos de confiança. O motivo é a redução dos recursos do Fundo de

Participação dos Municípios por conta das isenções promovidas pelo governo federal.

Ruim para quem sai e para quem chega. Mas não tem outro jeito a menos que o governo do Estado faça antecipação de receita e o da União acene com dinheiro vivo.

O benefício das isenções foi favorável para os adquirentes de veículos e eletrodomésticos, mas não fez bem para as burras municipais, com prejuízos para a população.

Uma perspectiva de ficha suja para os prefeitos que agiram com honestidade.

ABSURDO

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, petista declarado, desmerece esse órgão da Justiça brasileira. Veja o que ele tentou afirmar na sessão de julgamento do ‘mensalão’ da última quarta-feira. Disse que ‘não merecem ir para a cadeia os ricos e as pessoas influentes’.

Na opinião desse cidadão, que não considero um juiz, parcial nos julgamentos, só os pobres devem ser colocados nas cadeias deste país. Os ricos e influentes devem pagar com dinheiro.

É por isto que os presídios só hospedam os pobres.