A grande revolução

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Oscar Pinto Jung
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Outro dia, o Ivo Rubi, nascido e criado no Bairro Haller, na vizinhança do inesquecível Orlando Beck (médium de cura e benzedor), comentou a extinção do Cesec(Centro de Processamento de Dados do Banco do Brasil)/Santo Ângelo em 1997, que chegou a contar com 650 pessoas, entre funcionários, contratados e estagiários. Os funcionários foram deslocados para outras cidades e o Ivo foi embora para Novo Hamburgo, onde permanece.

O fechamento do Cesec representou, evidentemente, pesado baque para a economia santo-angelense. Foi o sinal de alerta que a digitalização estava chegando entre nós e desmontando estruturas tradicionais do ramo bancário. O número de bancários foi sendo reduzido em todo o planeta, os celulares se multiplicando, fazendo coisas antes inimagináveis, serviços que só os bancários (pessoas) podiam fazer.

Outro santo-angelense, Renato Zancan Marchetti, professor na Universidade Federal do Paraná, aborda o tema com propriedade:

– A conectividade/digitalização é a grande revolução da atualidade. Muitas profissões vão desaparecer, assim como negócios e empresas e outros surgirão. Na velocidade que as transformações estão acontecendo é muito difícil prever o que acontecerá nos próximos dez anos. Imagine nos próximos cinquenta…

Luiz Fernando Codinotti, recém aposentado após décadas de trabalho no serviço público federal, é testemunha da nova era da digitalização em nosso planeta, que extingue empregos e cria outros. Me escreve o amigo Codinotti, diplomado pela Faculdade de Direito de Santo Ângelo:

– Devemos estabelecer um parâmetro para que a vida seja preservada e não substituída pela máquina!

A tecnologia está disparando em todos os recantos do planeta de provas e expiações. Sumatra(Indonésia) hoje é a cidade mais digitalizada do mundo. E os sentimentos humanos também estão disparando para melhor? A professora Cleci Bavaresco, que lecionou no antigo Polivalente e se mudou para o interior paranaense, acha que não, com a minha concordância:

– O mundo evolui na tecnologia mas a educação e a caridade continuam em decadência. Apesar de honrosas exceções.

E já se comenta por aí que o papel moeda tem seus dias contados… vai parar no museu.
Quem viver, verá!

A FRASE DO CHICO XAVIER – “A vida não cessa com as batidas do coração. Ela continua com a batida de suas obras”.

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