Antigos fotógrafos

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Com os limitados recursos da época em que viveram e trabalharam em Santo Ângelo, lembro do humilde Acelino Pereira, o Pereira, com sala junto ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Todos os meus filhos tiraram fotos 3×4 com o Pereira, para documentos estudantis. No calçadão da Rua 25 de Julho, o Gomercindo Colpo era outro especialista nessa área, mas também comparecia a eventos sociais. Bruno Schmidt colaborou muito comigo, quando fui correspondente de jornais de Porto Alegre. Tão logo pronta a reportagem fotográfica do acontecimento, o Bruno já me passava as fotos, que eu mandava para o Diário de Notícias e Correio do Povo, dos bons tempos da Caldas Júnior. O interior do Estado tinha página inteira todos os dias nesses grandes jornais da Capital.

Léo Jorgelevicz, um ótimo fotógrafo, começou a trabalhar com Tancredo Morais e depois abriu estúdio nas imediações do Correio, com posterior chegada do Sérgio Rolim. Suílo Emílio Kist também se destacou entre os fotógrafos locais, tendo começado a trabalhar em sala na Rua Marquês do Herval, na frente da Joalheria Feldmann. Recentemente, o Suílo deixou o mundo físico em Santiago, onde estava morando há alguns anos. João Francisco Masutti lembra bem do Suílo, que tirava muitas fotos para o jornal A Tribuna, nos anos de 1967/1968. Nesses anos, o Masutti trabalhou no jornal ao lado de Luiz Valdir Andres, Roque Andres e João Baptista.

O veterano jornalista Pedro Belmonte atuou profissionalmente nas rádios e jornais de Santo Ângelo, primeiro apresentador do Aldeia Global, recorda um fotógrafo santo-angelense que se especializou em álbuns fotográficos de formaturas de todos os níveis. Era o Miguel Mirotchenko. O Miguel não fazia outra coisa e conquistou a preferência de Faculdades de vários municípios. E houve um fotógrafo apaixonado por rinhas de galo, que se chamava Tancredo dos Santos Morais. Tornou-se amigo do advogado e político Hed Santos Borges, também adepto das brigas dos galos, hoje proibidas. Em razão dessa amizade, Tancredo começou a enveredar pelos rumos da política partidária. E se elegeu vereador pelo extinto Partido Social Democrático, tendo presidido a Câmara Municipal.

Detalhe significativo da solidariedade do Tancredo, já no outro lado da vida, me foi contado por Clarissa Weimann Nava, filha do amigo Elio Nava, antigo administrador do Presídio. Tancredo e Elio participaram da mesma instituição filosófica por muitos anos. Segundo a Clarissa, quando o Elio estava se despedindo do plano terreno, internado em UTI, notou a presença do Tancredo junto ao leito hospitalar. Simplesmente, o Tancredo estava acolhendo o irmão Elio em sua passagem para a Vida Espiritual. Mas, enfim, se eu esqueci de algum fotógrafo do passado santo-angelense, aceito colaborações dos ouvintes.

A FRASE DO CHICO XAVIER:
“Tenho visto pessoas que se dizem descrentes
fazendo muito mais pelos semelhantes
do que aqueles que rezam o dia inteiro.”

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