Bares do passado

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Nunca frequentei os bares da cidade, locais impróprios para quem não consome bebidas alcoólicas. De passagem, no entanto, lembro de muitos deles e de alguns dos proprietários. O mais lembrado é o Bar Ok, de Bertholdo Rieger, pai do Harald e da Margarida. A especialidade do bar, segundo o advogado José Olavo Machado e o radialista José Alcebíades de Oliveira, era o chope geladíssimo, o mais apreciado da cidade. Situado na Avenida Brasil, esquina com Avenida Getúlio Vargas, o Bar Ok tinha na frente o Armazém Ao Predileto, de Boleslau Klidzio. Ambos os estabelecimentos trabalharam muitos anos na cidade de décadas passadas, sempre com boa freguesia.

O Bar Buriti, de Mário Albano Bender, muito procurado por moradores do interior do município, situava-se na Rua Marquês do Herval, onde agora está o restaurante Arena, na frente do Hospital Dr. Gatz. O Bar Atafona, de propriedade de senhor de sobrenome Raiter, cuja localização não me ocorre agora, também tinha preferência de agricultores e descendentes de alemães. E o Bar Bola Branca, onde ficava?! Lancei a pergunta na rede social e vieram muitos comentários desencontrados. A dúvida só foi resolvida graças à memória privilegiada do Ênio Tesche e do Moacir Madrid. Sim, o Bar Bola Branca, que teve muitos donos, estava situado na Avenida Brasil, esquina com a Rua Antunes Ribas, onde agora se estabelece loja de calçados.

Misto de bar e churrascaria existiram muitos negócios em Santo Ângelo. A Churrascaria Gaúcha, do Seu Barroso, estava na então Rua 14 de Julho, ao lado do supermercado Cocefel. Essa rua teve o nome alterado por projeto do vereador Natal Zanetti, morador na Restinga Seca, para Rua 25 de Julho, com o intuito de homenagear o colono, recordado justamente nesse dia. A Churrascaria Gaúcha tinha mesas de sinuca e apresentações do gaiteiro Seu Barroso, ótimo músico, conforme lembrança do antigo militar Moacir Madrid. A churrascaria do Barroso foi sucedida pela Churrascaria do Chico (Valdir Narciso Hommerding), que ali se manteve por muitos anos, com casa cheia.

No mesmo estilo, a Churrascaria Brasil, do Herberto Milke, o Gordo, gozou de muito prestígio na esquina da Rua 25 de Julho, com a Rua 15 de Novembro. Nos dias de semana, a Churrascaria Brasil tinha a preferência dos moradores de Burití, Colônia Municipal e Atafona, principalmente. Nos domingos, o pessoal da cidade ia buscar uma ótima carne assada preparada pelo Gordo e seus assessores. No programa radiofônico Sarrafeando, o apresentador Serafim Vargas Colvara, o Sarrafo, gritava a plenos pulmões: – Levanta, Gordo, sai da cama, vai fazer fogo pro churrasco! Muitas vezes, eu buscava o churrasco dominical do Gordo, ou almoçava lá mesmo, porque os filhos Carlos e Renan adoravam tudo que vinha à mesa e até não se importaram e não perderam o apetite, certa vez, com uma inesperada barata que passeava debaixo da nossa mesa…

Quem quiser completar a relação de bares e churrascaria do passado santo-angelense, não faça cerimônia. Aceito colaborações.

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