Bezerra de Menezes

0
121

O cearense Adolfo Bezerra de Menezes viveu a maior parte de sua última existência terrena no Rio de Janeiro, cidade em que deixou o envoltório físico. Era conhecido como o Médico dos Pobres. Dinheiro era o que menos importava em sua atividade profissional. O importante mesmo era o socorro ao doente que o procurava. O trabalho infatigável, repleto de caridade, continuou de imediato na Vida Espiritual. Patrono de centenas de casas espíritas, inclusive do Amor ao Próximo, Bezerra coordena numerosa equipe de médicos desencarnados no apoio aos enfermos terrenos, através de cirurgias fluídicas a distância.

Há muitos casos da intervenção positiva de Bezerra em favor de pessoas doentes, mas ninguém o chama de santo, o que não teria sua aprovação e nem seria do seu agrado. O trabalho solidário, desinteressado, desse verdadeiro seguidor de Jesus encontrou justa recompensa no plano espiritual, ao ser acolhido pelo Espírito Celina, mensageira de Maria de Nazaré, a mesma que também acolheu o Chico Xavier. Pessoas não espíritas desconhecem Celina, ignoram que ela é uma espécie de assessora de Maria. Espírito evoluído, Bezerra de Menezes se reencontrou rapidamente no outro lado da vida.

E num dos seus primeiros contatos mediúnicos, Bezerra foi indagado sobre qual teria sido sua maior felicidade ao chegar ao plano espiritual:

– A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda dormia e, tocando-me, falou, suavemente:

– Bezerra, acorda, Bezerra!

– Minha filha, é você, Celina?

– Sim, sou eu, meu amigo. A Mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, tendo atravessado a porta da imortalidade.
Instantes depois, murmúrio de vozes no lado de fora do quarto. Amparado por Celina, Bezerra foi conferir que murmúrio era aquele. Eram centenas de espíritos desconhecidos para o Médico dos Pobres. Então Celina explicou quem eram os agradecidos;

– São aqueles a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva, são os esquecidos da Terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles que o estão saudando.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Dirceu Ademir Dezengrini – Nem Jesus, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém. Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.