Carta de leitora

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 Iara Nardon da Veiga é Escrivã Judicial aposentada. Lembro dela trabalhando no cartório em que o titular era o santiaguense Darci Schifer, residente nesta cidade. Concursada, Iara também se tornou escrivã e foi morar em Porto Alegre. De lá, mandou recado eletrônico dizendo ter gostado imensamente da coluna anterior.

Quem também escreveu foi a professora Maria Elisabete, que me parece trabalhar em escola do Entre-Ijuís. Ela também discorda da crença de que “quem morreu, morreu” e não precisa mais de preces. Maria Elisabete tem experiência própria sobre o acompanhamento de espíritos à nossa volta, embora tenha algumas dúvidas que pedem resposta.

Mas vamos ao que escreve a professora: “Gostei muito do texto e acredito em tudo o que está escrito. Vou aproveitar seu texto para tirar algumas dúvidas particulares. Embora não freqüente um centro espírita, acredito que a morte é uma passagem e que a vida continua em outro plano. Sinto seguidamente que temos auxílio espiritual e que vem através das idéias brilhantes que, de repente, surgem em nossas mentes.

Tenho a plena consciência que é ajuda de pessoas que já partiram da Terra. Várias vezes já senti algo que nem sei explicar, mas sinto uma energia boa que vem dos meus familiares que já estão em outro plano de vida, principalmente do meu irmão, meu avô materno e minha sogra. Nunca vi nada, mas a presença deles é algo que sinto, sei lá, sinto o cheiro do perfume que meu irmão usava, a energia boa que minha sogra passava e meu avô era uma pessoa maravilhosa. Ele gostava de beber cachaça com mel e laranja. Muitas vezes senti o cheiro daquela “caipirinha” que o avô tomava. Quando tenho essas sensações fico feliz e comento com meus familiares que tive visita espiritual. Sempre recebo alguma notícia boa. Tudo dá certo, é uma energia muito boa e uma luz espiritual.”

Depois dessa descrição bem convincente, Maria Elisabete indaga:
– O senhor acha isso possível?
Acho sim e, mais, a leitora tem potencial mediúnico, é só desenvolver em uma casa espírita com a qual melhor sintonize. Não é qualquer um que sente a presença e cheiros característicos dos desencarnados. Alguma leitura inclusive ela já tem, pois informa ter lido obras psicografadas por Chico Xavier, Zíbia Gasparetto e Mônica de Castro. Comece logo a leitura, o estudo de O Livro dos Espíritos, a obra filosófica codificada por Allan Kardec. Pois é, professora, a morte não existe. Carlos Torres Pastorino escreve que não é preciso desespero quando um familiar viaja para o outro lado da vida. Ele apenas mudou de estado e, mais cedo ou mais tarde, haverá reencontro em clima de alegria.

O Dr.Brian Weiss, médico americano, de ascendência judaica, é testemunha insuspeita de que nunca estamos sós. Enquanto tomava banho, ele ouviu perfeitamente um espírito dizer a ele que tratasse de publicar livro contando ao mundo suas experiências sobre a continuação da vida e a reencarnação. O Dr.Weiss, que é psiquiatra, chegou a essas evidências através de sessões de hipnose em paciente difícil aos tratamentos convencionais. Depois do apelo veemente, ele aceitou o desafio de enfrentar zombarias de colegas e descrentes de todos os naipes. Assim surgiu o livro “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, sucesso mundial de livraria.

A FRASE DO ESPÍRITO EMMANUEL, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier: – Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual dos teus olhos.