Cheiro da morte

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 Lembro que há dois ou três anos o noticiário eletrônico detalhou para o mundo algo inusitado que acontecia em asilo de idosos em pequena cidade dos Estados Unidos. Ocorre que um gato morador no asilo sentia quando algum interno estava prestes a deixar o mundo físico. O felino sentia o cheiro da morte. Então o gato pulava para a cama do velhinho e ali ficava. Sempre que isso acontecia, o idoso passava para o outro lado da vida em, no máximo, quatro horas. Funcionários do asilo, entrevistados, confirmaram que tal fato se dera em mais de vinte casos, fazendo com que os demais internos sentissem verdadeiro pavor do gato que “adivinhava” mortes, sem erro.

Pois a leitora I.N. também sente o cheiro da morte. Enfermeira aposentada, moradora neste solo missioneiro, mandou e-mail que me fez lembrar do gato do asilo americano. Eis o depoimento que nos faz pensar e talvez outros leitores possam também testemunhar, trazendo novas colocações para o nosso aprendizado:

– Lendo o livro “Dois Mundos tão Meus”, do espírito Luiz Sérgio, psicografado pela médium Irene Pacheco Machado, onde se aborda muito a morte ou desencarne do ser humano, voltei ao tempo de enfermeira, lembrando de pessoas que assisti nos momentos finais. Então me pergunto: de onde vem, como se explica o cheiro da morte? É um cheiro tão estranho e inconfundível, que não vi nenhum paciente sobreviver a ele. Quando minha mãe desencarnou, senti esse cheiro com horas de antecedência. Ao beijar a testa de meus pais antes do sepultamento, ambos ainda mantinham o estranho cheiro. Um dia comentei o assunto com minha irmã que era atendente de enfermagem e ela me confirmou que sentia o cheiro da morte como eu sentia.

Ignoro se os compêndios médicos tratam do tema, mas a colaboração de algum profissional da Medicina que se dispusesse a fornecer subsídios, seria importante para melhor entendimento de todos nós. Quem sabe encontraríamos a resposta para a interrogação da amiga leitora: “como se explica o cheiro da morte?” Os médicos e as enfermeiras dos hospitais locais sentem o cheiro da morte? Quando alguém sente o tal cheiro, a desencarnação do enfermo é inevitável, questão de horas. Será que todos os gatos sentem o estranho aroma?
A leitora I.N. complementa o e-mail enviado para a coluna:

– Eu creio que quem tem conhecimento da Doutrina Espírita deve ter mais facilidade de encarar a morte, sabendo que o espírito que está desencarnando sempre recebe uma assistência toda especial. Que o ente querido não ficará abandonado à própria sorte, mas sim é orientado por bons amigos espirituais, assim como nós, ainda na vida física, somos orientados e auxiliados. É muito reconfortante saber que Deus, na sua infinita bondade, tudo faz por seus filhos, oferecendo-lhes oportunidade para evoluir, através da prática da caridade e do amor ao próximo. Na verdade, Deus, como pai zeloso, orienta e nos pede respostas em atitudes, em gestos concretos, não somente em teoria.

PS – O colega Paulo Madeira, veterano advogado em Santa Rosa, leu e gostou do “60 Crônicas”, do que deu notícia em honroso recado eletrônico.

A FRASE DO CHICO XAVIER – Nós não viemos a este mundo para nos banhar em água de rosas.