Coisa mais burra?

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Data vênia, como diziam os latinos, é totalmente equivocada a concepção do cronista Luiz Fernando Veríssimo, para quem a morte é a coisa mais burra que existe. O Veríssimo, embora seu avultado patrimônio intelectual, não sabe até hoje que a morte não existe. Só existe vida no Universo. Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, assim é a Lei Maior do Soberano Árbitro dos Mundos. Quem fecha os olhos por aqui, imediatamente renasce na vida espiritual, sem perda de tudo o que aprendeu no cenário terreno. Só não leva o talão de cheques, o cartão de crédito e as matrículas do Registro de Imóveis…

A presença dos chamados mortos é constante em nosso redor. Eles dão sinais de vida por mil maneiras. Só para exemplificar com singelos casos locais: o professor José Daniel Amarante trabalha na Escola Municipal Antônio Manoel (homenagem ao desbravador de Santo Ângelo), localizada no bairro Garibaldi Carrera Machado. Por e-mail, o Amarante me conta:

– Uma colega de trabalho me relatou fato interessante. Há três anos ela tem telefone bloqueado, pois esqueceu o número. Nele tem foto de sua mãe que já partiu para o mundo dos espíritos. Certo dia, a colega estava muito saudosa da mãe, sonhava muito com ela e sentia a presença dela ao seu lado. Então a professora falou que gostaria de ver a foto da mãe no telefone. Deitada na cama, a professora conta que, inesperadamente, entrou vento forte no quarto e num sussurro veio o número do telefone esquecido. O número foi anotado rapidamente, o telefone foi carregado e em seguida a colega matou a saudade da mãe ao ver a foto que desejava. Muito alegre, ela me contou este fato que ora lhe passo.

O leitor D.C. não conhece a Doutrina Espírita. Dotado da faculdade mediúnica da vidência, ainda assim não criou coragem para passar pela porta de uma casa espírita, embora convidado. Amanhã ou depois, o leitor irá se decidir e disciplinará o mediunismo que trouxe para o planeta. Eis o que ele me diz pelo correio eletrônico:

– Ontem, ao me deitar, assim que fechei os olhos, vi o espírito de um menino de uns cinco anos de idade, cabelo cor de palha e olhos verdes, me olhando fixamente. Ficou assim por uns três ou quatro minutos. E eu sempre de olhos fechados. Tem algum significado? Achei estranho o que aconteceu. O menino não falou nada. Só me observava fixamente. Causou-me inquietude. Uma vez vi o espírito de um senhor maltrapilho entrando no meu quarto. O menino estava na beira da cama e eu deitado com a face para cima. Eu tenho a imagem dele gravada até agora na mente. Nunca tinha visto alguma criança parecida com ele. Era incrível: eu na cama me mexendo, com os olhos fechados, e mesmo assim vendo o espírito do menino. Em momento algum abri os olhos. Fiquei assim até sua imagem se diluir pouco a pouco como se fosse uma fumaça. O senhor sabe que é complicado falar essas coisas para qualquer um.

De modo geral, os videntes enxergam os desencarnados a qualquer hora, de olhos abertos ou fechados. A médium Custódia Ávila dos Santos via os desencarnados quase sempre com os olhos cerrados. Pois é, Veríssimo, a morte não é a coisa mais burra que existe…

A FRASE DO CHICO XAVIER – A morte é mudança completa de casa sem a mudança essencial da pessoa.