Depoimento da Dalva

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Dalva Sanches De Mamann é uma santo-angelense que desde 1980 reside no Mato Grosso do Sul, inicialmente em Coxim, quando empossada como funcionária do Banco do Brasil, e atualmente em Campo Grande. Ela é casada com o agricultor Pedro De Mamann, também nascido neste torrão missioneiro. Por via eletrônica, ela me conta que leu minha coluna sobre a faculdade de alguns sensitivos, de qualquer naipe religioso, em ver os irmãos desencarnados. Então me transmitiu depoimento sobre sua própria experiência nessa área. Eis o que conta a Dalva, que não conheço pessoalmente:

– O mundo espiritual me fascina porque tive muitas experiências estupendas desde criança. Não tenho dúvidas de que existe comunicação entre os dois mundos, o físico e o espiritual. Sim, quando pequena via, ouvia e sentia a presença dos espíritos. Mais adulta comecei a ter sonhos precognitivos. Quando meu pai (Lino Villa Sanches, como Sargento do Exército serviu em Santo Ângelo no 2° BCCL) deixou o mundo físico em setembro de 2011, sonhei com minha mãe, que é desencarnada há 13 anos.Ela estava linda! Trazia um papel na mão, como se estivesse esperando alguém cujo nome estava ali escrito! Abriu uma porta e parecia esperar alguém chegar. Na manhã seguinte, em Chapecó, onde moravam, meu irmão, o Ciro (foi professor de Educação Física na então Faculdade de Direito de Santo Ângelo) encontrou o pai gelado, morto. Meu pai desencarnou dormindo e pelo seu estado o óbito ocorreu no momento em que eu sonhava com minha mãe, que certamente o esperava no outro lado da vida. Depois desse sonho, mudei muito, pois tive a confirmação de algo superior que sempre se apresentou para mim.

Vale recordar que o Lino morou muitos anos na Capital das Missões, quase sempre na Rua Marechal Floriano, imediações do quartel. Ainda militar, estudou no Colégio Sepé Tiaraju e depois cursou Ciências Jurídicas e Sociais, onde se bacharelou na turma de João Coraldino dos Santos (pai do Desembargador Federal Nelton dos Santos, no TRF de São Paulo), Isabel Maraschin Möller, Eronita Anklan, Luiz Carlos Souza, Ely Coelho Marchetti, Serafim Vargas Colvara e outros. Orlando, popularmente conhecido como Foguinho, outro dos filhos do Lino, teve boate na parte térrea do prédio do desaparecido Cinema Belvedere.

Depois, o Orlando manteve a boate Marrakesch em prédio antigo, acanhado, da Rua 25 de Julho, no calçadão. Pois o Orlando conseguiu trazer o Nelson Gonçalves, um dos mais famosos cantores brasileiros da época, até hoje lembrado, para cantar na Marrakesch. Lembro que, no dia seguinte, ouvi do prefeito Carlos Wilson Schroder, fã ardoroso do cantor nascido em Santana do Livramento, detalhes sobre a inesquecível apresentação. Mas o que o Carlinhos não disse, o radialista Paulo Renato Ziembovicz, também presente no talvez único show do Nelson em nossa terra, disse agora:

– Na hora do pagamento, o Nelson Gonçalves não aceitou cheque, de jeito nenhum. Então o prefeito Carlinhos socorreu o Foguinho e saiu pela madrugada atrás de dinheiro vivo. E conseguiu.

A FRASE DO CHICO XAVIER, postada na rede social por Ivoneci Silveira: – A grandeza do amor repousa invariavelmente na conjugação do verbo servir.