Duas perguntas

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Nós todos, com exceção dos dotados da faculdade mediúnica de ver os invisíveis, passamos pelo planeta com um véu sobre os olhos. Só enxergamos as coisas materiais. Em razão disso, são falhos os nossos julgamentos, são incompletos os dados permitidos ao nosso conhecimento. Diante da evidência, não tenho respostas cabais a duas perguntas que me foram feitas nos últimos dias. Ambas envolvem nítidas interferências espirituais que só podem ser explicadas a contento por quem não está com os olhos vendados, como é o meu caso. Vejamos as indagações.

A Adriana é santo-angelense, me lembro dela pelos corredores do curso de Ciências Jurídicas e Sociais, ela estava no primeiro semestre. Concursada no serviço público estadual há 14 anos, a Adriana, casada, hoje reside em Chapada, pequena cidade próxima a Carazinho. De lá, ela me conta o episódio estranho que vivenciou ao final do expediente da repartição em que trabalha:

– Com sede, fui beber água. Em seguida, virei o copo com a boca para baixo e, quando me preparava para sair, ouvi barulho diferente, semelhante ao de uma máquina. Voltei o olhar para o copo e fiquei estarrecida: o copo estava se movendo lentamente! Pensei ser resultado do vácuo ou de algo incompreensível para mim. Fiquei olhando para o copo por mais alguns segundos e para meu espanto o copo novamente se moveu sozinho sem fazer qualquer barulho. Isso aconteceu exatamente um mês após o óbito do meu querido sogro. Ele ficou em nossa casa durante 30 dias. Voltou para a sua cidade num sábado e desencarnou no domingo. Será que há alguma relação entre uma coisa e outra?

A Lilian mora em Santo Ângelo. Ela guarda com carinho tela pintada pela cunhada desencarnada há oito anos em acidente de automóvel. O detalhe intrigante é que a tinta da tela nunca secou por completo na parte inferior. Ninguém sabe explicar o porquê. Em sábado recente, a Lilian e o marido levaram o quadro a uma sessão pública do Amor ao Próximo. Alguns tiveram a oportunidade de colocar o dedo numa parte da tela em que se pode sentir a umidade da tinta a óleo. Os entendidos em pintura ficam pasmos com o detalhe anormal. Conta a Lilian:

– Há quatro anos mostrei o quadro a um sacerdote católico de Santo Ângelo, que também ficou surpreso com a umidade. O religioso então fez orações e benzeu o trabalho artístico da cunhada desencarnada. A tinta secou nos dias seguintes, mas quatro anos depois a umidade reapareceu. Eu e meu marido estamos ansiosos. Acabei de ver a tela e constatei que está úmida de novo. Será que a cunhada quer nos dizer alguma coisa?

É possível que em ambos os casos os desencarnados tenham algo a dizer aos familiares ou simplesmente estão mostrando a eles que não morreram, que a vida continua em outra dimensão. É possível que, em algum momento, ambos transmitam recados em sonhos ou em mensagens psicografadas. Uma visita aos médiuns Carlos Baccelli e Alaor Borges, residentes em Uberaba (MG), ambos de total credibilidade, pode trazer as respostas adequadas que tragam conforto aos que ficaram no cenário terreno.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Silvana Viegas Medeiros: “A vida não te reclama atitudes sensacionais, gestos impraticáveis, espetáculos de súbita grandeza. Pede, simplesmente, sejas sempre melhor para aqueles que te cruzam os passos”.