E a bolacha sumiu…

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 Outro dia, falei da Maria Elizete, ex-cozinheira de uma indústria local. Dotada de faculdades mediúnicas, embora não disciplinadas, sem maior conhecimento do tema, ela se refere a episódios “sinistros”, já narrados. Agora, a Elizete se dedica a fabricar pães e bolachas, de ótima qualidade, que vende a domicílio. Nesse intento, ela esteve em meu escritório, quando lhe perguntei sobre eventual novo caso “sinistro”, ao que me respondeu:

– Sim, há poucos dias sumiu uma bolacha que estava na fôrma, pronta para ser encaminhada ao forno. Eu tinha arrumado todas as bolachas, preenchidos todos os lugares, saí uns instantes para atender a um chamado, quando voltei, constatei que uma bolacha tinha sumido. E não havia mais ninguém na cozinha.

Alguém perguntará se o espírito pode interferir na matéria, capaz de tirar a bolacha do lugar. Pode. São casos raros de acontecer, mas possíveis. No relato da Elizete, o sumiço da bolacha pode ter sido obra de espírito brincalhão.

A leitora Manuela conta que teve sonho muito ruim. Eis o que ela diz:

– Acordei assustada, gritando muito alto e chorando, porque o meu avô, desencarnado, ao lado de um homem moreno, que não conheço, veio em minha direção. Então os dois sem dizerem uma palavra, mas pelo pensamento, anunciaram que levariam minha avó, que está na hora da volta dela ao mundo espiritual. Acordei em pânico, ainda vendo aqueles olhos me alertando que nada posso fazer para impedir a desencarnação de minha avó. As lágrimas caiam sem poder impedir, a tristeza é tanta que chega a doer o peito. No sonho me foi possível ver o quarto que está sendo preparado para ela. Um quarto muito limpo, confortável, até as paredes me pareciam estofadas. A minha avó está bem por enquanto, mas…

Manuela, a não ser nas hipóteses de suicídio direto ou indireto, cada ser humano retorna à pátria espiritual no dia certo, na hora certa, independentemente da vontade de qualquer espírito.

O leitor I.I.J. narra que determinada pessoa, residente nesta cidade, deveria ser sacerdote católico. Era o desejo da família, com o assentimento dele. Mas, lá pelas tantas, o cidadão desistiu do seminário e tocou a vida como qualquer leigo. Constituiu família, os anos se passaram e hoje enfrenta interminável moléstia, com todos os padecimentos decorrentes. Os familiares gostariam que houvesse o desencarne, pois assim como está a vida física não tem mais sentido. Na opinião deles, é lógico. Não é a opinião dos mentores espirituais, com certeza. O leitor finaliza o e-mail com a pergunta:

– Será que o fato dele ter abandonado o plano de se tornar padre está agora a lhe causar sofrimentos e impedindo a morte, que seria um alívio?

Francamente, não acredito que haja relação entre uma coisa e outra. Acredito que a resposta certa esteja em fatos ligados à vida anterior do enfermo. Ninguém escapa da lei de causa e efeito. Não há preocupação de tempo no mundo espiritual, lá não há relógio nem calendário… Mas, no dia certo, na hora exata, ele viajará para o outro lado da vida, onde será acolhido por espíritos familiares e protetores espirituais.

A FRASE DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, pelo lápis do médium Francisco Cândido Xavier – Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.