E as rosas sumiram…

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Muita gente não sabe, mas os espíritos podem interferir na matéria por algum motivo especial. Tais interferências são raras mas podem acontecer. No filme “Ghost”, o ator principal, desencarnado por homicídio, aprendeu a materializar o pé direito e chutou uma lata. Conheço episódio em que dono de extenso laranjal não permitia que a molecada trepasse nas árvores para roubar frutas maduras e apetitosas. Mesmo desencarnado, ele conseguiu materializar as mãos e dava tapas nos moleques, obrigando-os a loucas disparadas… Ao ler e-mail da Traudi Chiomento, residente nesta cidade, pensei na hipótese, talvez única para entender a mensagem.

Eis o intrigante relato da Traudi:

– Levamos rosas na capela da minha cunhada dois dias antes da data do seu aniversário. Uma semana depois quando lá voltamos, tivemos desagradável surpresa, pois os botões das rosas estavam cortados e sumiram, ficando apenas os talos. O interessante é que somente nós temos a chave da capela e nós, evidentemente, não cortamos os botões das rosas.
A Traudi tem conhecimento da continuação da vida, costuma comparecer às sessões públicas da Sociedade Espírita Irmãos de Boa Vontade, fundada por Amândio Bittencourt, no Bairro Pippi, como ela informa. Indagada sobre o que teria ocorrido, qual seria sua própria explicação para o inusitado fato, a missivista traz o esclarecimento que faltava:

– Eu, meu irmão e meus sobrinhos acreditamos que realmente tenha sido uma intervenção materializada do espírito de minha cunhada. Dias antes tínhamos pedido em oração que ela nos desse um sinal de sua presença entre nós. Achamos que ela nos deu a resposta.

Não achamos recomendável a prática de pedir provas para alguém que partiu antes de nós para a vida espiritual. Sabemos que há amigos, há casais, que fazem estranho pacto: aquele que desencarnar primeiro deverá puxar o pé do outro… levantar a coberta… acender a luz do quarto… Nada disso é preciso. Cada um deve viver em sua faixa própria, com ajuda mútua, é claro, sempre que possível. Os desencarnados, depois de certo tempo de aprendizado na vida espiritual, podem nos auxiliar, especialmente através da intuição. E nós podemos ajudá-los através da eficácia da prece e dos gestos solidários anônimos, em memória deles. Aliás, como diz provérbio judaico, se o gesto não for anônimo não é caridade, é vaidade.

Não podemos exigir dos nossos parentes desencarnados que resolvam nossos problemas particulares. Não podemos chamá-los a todo o instante. Eles estão vivos, sim, mas precisam atender aos seus compromissos na espiritualidade. Todo o espírito precisa trabalhar em algum setor. Não há descanso eterno. Ninguém fica ouvindo o cântico dos anjos o tempo todo. Quando podem, os desencarnados nos socorrem, especialmente na enfermidade. Enfim, toda ajuda do desencarnado deve ser espontânea, nunca provocada por nós.

A FRASE DO CHICO XAVIER postada na rede social por Marinês Maros: – Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido a provas e até rejeitado.