Ela não sai do cemitério

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O episódio relatado por um amigo internauta, funcionário público federal nesta cidade, não é nada incomum. Por desconhecimento da vida espiritual, familiares inconformados com a partida de entes queridos para o outro lado da vida, comparecem, diariamente, ao cemitério, na expectativa inútil de um sinal qualquer do parente ali sepultado. Há casos lamentáveis dos que levam cadeiras e passam o dia inteiro em volta da última morada. Alguns até levam os jornais do dia. Ignoram que estão prejudicando a conscientização do ente querido na vida espiritual. Ignoram também que a inconformidade está atraindo enfermidades para seu corpo físico.

O relato do amigo internauta expõe quadro exemplar do que não se deve fazer ante a desencarnação de uma mãe ou de um filho. Eis o que ele nos conta:

– Minha prima está vivendo na casa da mãe falecida, em cidade próxima a Santo Ângelo. De uma forma difícil de entender está absorvendo a personalidade da mãe, de forma punitiva (“tenho que me punir”). Chora muito e emagreceu vários quilos. A mãe desencarnada ficou quatro dias sem comer antes de ser encontrada, já desidratada, desnutrida. O estranho é que ela trata o irmão mais novo (62 anos de idade), como se fosse filho, ou seja, repetindo o modo de agir da mãe quando estava na Terra. E vai ao cemitério todos os dias, hábito antigo da mãe, e tal como ela só volta caminhando em todo o trajeto. Ela se culpa pela morte da mãe. Quadro difícil.

Também não é raro se constatar que há pessoas que se culpam pela desencarnação de alguém da família, como é o caso dessa pessoa. Na verdade, a desencarnação ocorreu de acordo com as leis da Vida Maior. Não há motivo para alguém estar se culpando, numa tortura mental prolongada. A não ser em casos de suicídio, cada ser humano volta para o plano espiritual na hora certa, apesar de todos os recursos da medicina, embora todos os esforços despendidos pelos profissionais da área. Que nenhum leitor ou leitora siga o comportamento totalmente equivocado da prima de quem nos remeteu o e-mail motivador da coluna de hoje.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Eliane Maciel – Crê em ti mesmo, age e verás os resultados. Quando te esforças, a vida também se esforça para te ajudar.

PRA CABECEIRA DA CAMA – Do amigo santo-angelense Gilberto Nascimento, Tabelião de Roca Sales, veio manifestação calorosa: – Recebi o Pra Cabeceira da Cama e lê-lo, como sempre, foi um exercício de extrema satisfação e prazer. Histórias maravilhosas nos reportam à espiritualidade e a personalidades indissociáveis da vida e da história da nossa querida Santo Ângelo. Outra grande satisfação foi ver a arte da capa, muito bem elaborada pelo meu querido amigo e vizinho (desde a infância) e que muito estimo, Renato Tobias.

De Montevidéu, a advogada Carmen Ferreira também se congratula: – Amei receber o teu livro. Ao abri-lo já vi citações de nomes conhecidos e queridos, como os de Pedro Lacroix, Pedro Kemper, Suzana Lunardi…

E ainda outras manifestações de apreço, como as da Dra.Lislaine Bomm, nova dermatologista na cidade, e Maria Tereza Ludke Alves, santo-angelense que é funcionária do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, que já me pedem mais um livro, como também a amiga Vera Lúcia Lied, que está lendo pela segunda vez.