Ele continua vivo

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Em sua última e recente passagem terrena o amigo Délio Mousquer Teixeira pertenceu a numerosa família de santo-angelenses. Casou com Sandra Donadel e deixou dois filhos: a psicóloga Daiana e André, todos residindo hoje na Capital do Estado. Lá pelas tantas surgiram severos problemas cardíacos que obrigaram o Délio a delicadas intervenções cirúrgicas, inclusive com repercussão na imprensa de Porto Alegre. Em certo dia ele voltou para a vida espiritual, mas o Délio sempre está por perto da família, como nos relata a Sandra, após ter lido a coluna passada pela internet:

– Quando morávamos em Santo Ângelo e o Délio já tinha desencarnado, quase que diariamente no horário que ele chegava da hemodiálise ouvíamos a campainha tocar. Não havia ninguém, o que nos emocionava. Quando mudamos para Porto Alegre foi um pouco diferente: quando eu, o André e a Daia saíamos, nós nem tínhamos tempo de pensar em acender a luz do corredor do prédio em que moramos, pois ela simplesmente acendia sozinha (e não tem sensor!). Assim era também quando os filhos saíam ou chegavam do trabalho. O André falava que o pai acendeu a luz para mim. Com o tempo isso diminuiu.

O encontro com entes queridos durante o sono é detalhe comum a todos nós. Não há ninguém que não tenha sonhado com familiares desencarnados, uns mais, outros menos. Esquecemos-nos dos diálogos. Quando acordamos passamos por um clima de euforia diferente, confortador. A Sandra diz que tem sonhado poucas vezes com o marido que hoje está na vida espiritual, mas tem algo a contar:

– Uma noite, antes de dormir, pedi muito para sonhar com ele ou que ele viesse me ver (sei que não se faz isso, mas a saudade era tanta…), adormeci e acordei no meio da noite com alguém tocando no meu ombro. O interessante é que eu não ouvia voz alguma, mas alguém me dizia para acordar e olhar (não abri os olhos!), mas vi um senhor com roupas antigas segurando a mão do Délio, só que não vi o rosto, mas sabia que era ele.

Tal como a leitora mencionada na crônica passada, que sentiu ser tocada quando estava na cozinha, a Sandra também já sentiu a presença do Délio quando está envolvida nos afazeres domésticos. A emoção é tão grande, diz ela, que as lágrimas escorrem pelo rosto, mas se torna calma. A amiga encerra seu depoimento comprobatório de que a morte não existe, ao relatar outro episódio mediúnico:

– No domingo, Dia dos Pais, ao acordar fiz uma oração para ele e então pensei “agora, o Délio deve estar ajudando a receber o pai de algum amigo”, pois ele sempre queria ajudar as pessoas, talvez seja esse o trabalho dele na vida espiritual. Qual foi minha surpresa ao saber mais tarde do desencarne de um amigo.

A FRASE DO CHICO XAVIER, postada no Facebook pela santo-angelense Larissa Hettwer, residente em Portugal: – Emmanuel sempre me disse: – Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca.