Eles sabem mais do que nós

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Nesta fase da Humanidade, sabemos muito pouco sobre a vida espiritual. Mas os habitantes do outro lado da vida, especialmente os mais evoluídos, sabem tudo sobre o nosso planeta e inclusive sobre a vida particular de quem lhes é chegado. Dizem que a Internet terminou com a privacidade de qualquer um, os sigilos foram para o espaço… Em relação aos desencarnados, nunca houve privacidade. Sim, os desencarnados são capazes de influenciar e influenciam seguidamente os nossos pensamentos e até mesmo as nossas ações. Há os que exercem essa influência para o mal e outros para o bem, conforme a sintonia que haja entre os participantes das ações.

José Roberto de Oliveira exemplifica essa influência, no caso, positiva, de curas de doenças através dos espíritos de Roque Gonzales, Afonso Rodrigues e João de Castilho, que foram padres jesuítas aqui nas Missões. Assinala o amigo que é “muito interessante o que vem ocorrendo lá no Santuário de Caaró, até mesmo com casos de cura de pessoas portadoras de câncer”. É a intervenção espiritual agindo em benefício dos enfermos, de qualquer credo religioso, desde que tenham merecimento para tanto. A prática da caridade credencia o ser humano a receber a ajuda que precisa através de espíritos aptos a ajudar.

O Luiz Nicola tem muitas histórias pra contar sobre diálogos entre habitantes dos dois mundos. Em complemento à coluna passada, ele também acha que somos incessantemente monitorados ou vigiados pelos seres que vivem em outra dimensão. Com restrições, é claro, em razão da plena conscientização ou não do desencarnado. O Nicola nos traz caso concreto. Dona Alda, mineira de Uberaba, católica praticante, sogra do Nicola, deixou o mundo físico em fins de 2006. E aí vem o episódio encaminhado por e-mail:
No inverno de 2010, minha esposa passou algumas semanas em Franca, junto aos seus familiares e amigos. Eu permaneci em Santo Ângelo. Quando do seu regresso, resolvemos celebrar a vida com um bom churrasco e vinho tinto seco da serra gaúcha. Quando eu estava servindo o churrasco, vi a dona Alda ao meu lado, séria e preocupada. Após cumprimentá-la e fazer rápidas perguntas sobre o mundo em que ela vive, indaguei sobre o motivo da visita. Ela respondeu dizendo ter sabido que a filha esteve em Franca, queria saber que notícias ela trouxe de lá, dos outros filhos. Olhei bem para ela e disse:

Dona Alda, sua filha está sentada em nossa frente. A senhora pode e deve perguntar para ela.

A resposta veio inesperada:

– Não, eu não consigo vê-la ou ouvi-la. Somente vejo e ouço você.
E o Nicola encerra assim a mensagem eletrônica:

– Não quero dizer que sou um privilegiado ou algo parecido. Mas, fica a indagação: como ela soube que a filha esteve em Franca e havia regressado? Pelo nosso diálogo naquele dia, ficou claro para mim que a dona Alda, no outro lado da vida, estava preocupada com problemas existenciais dos seus entes queridos que permanecem no cenário terreno. Mas ainda enfrenta certas restrições. Quem sabe, agora superadas.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Diomar Lino Formenton, o primeiro vereador declaradamente espírita de Santo Ângelo – Construa a sua vida aos poucos, lutando a cada dia e extraindo da vida o que ela tem de melhor: a simplicidade.