Eles vivem

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Jussara Sauressig pergunta porque será que os doentes terminais costumam acusar a presença de entes queridos ao redor ou próximos a eles. Creio, Jussara, que seja a mesma expectativa de quem vai ao aeroporto aguardar a chegada de um familiar distante há muitos anos.

A saudade é a mesma e a alegria do reencontro deve ser maior ainda. Como não se trata de episódio incomum, muita gente tem histórias para comentar e se emocionar com as lembranças. Claudete Gerloff reside na cidade, leu minha postagem sobre o tema na rede social e logo trouxe seu depoimento:

– Verdade, todos os desencarnados da minha família relatavam, antes da passagem para o Outro Lado da Vida, sonhos ou até viam entes queridos ao lado deles ou chegando!

O santo-angelense Gilberto Steinmetz, filho do saxofonista Hugo Steinmetz, reside há muitos anos em Salvador, Bahia, mas não esquece nosso solo missioneiro. Sempre está envolvido no reencontro de santo-angelenses que moram em outras localidades. Mas o Gilberto me conta:

– Minha mãe estava na UTI do Hospital Santo Ângelo e quando cheguei para visitá-la, falou que tinha sonhado com os tios que a criaram, logo depois da morte de seus pais. Em seguida, veio a desencarnar.

A ex-aluna Virginie De Carvalho Fett trocou Santo Ângelo pela capital gaúcha e lá vivenciou episódio semelhante, que a impressionou muito. Eis o que conta a Virginie:

– Meu sogro estava hospitalizado e muito mal, mas lúcido e conversava. Fui visitá-lo e num certo momento ele olhou para mim e disse que, ao meu lado, estava uma mulher que seria a minha avó paterna, Blanca Petersen Fett, esposa de Alfredo Leopoldo Fett, dono do Frigorífico. O sogro não conheceu minha avó Blanca.

Através do sonho também é possível o reencontro com familiares que deixaram o Plano Físico. Silvia Regina tinha grande apego ao pai, cidadão simples e bem cordial, como eu o conheci na fase final de seu tempo terreno. Acompanhemos o relato da Silvia:

– Meu pai desencarnou no dia 27 de março. Outro dia sonhei com ele, com aparência jovem, de roupas brancas, muito limpas e sapatos claros. Caminhava com passos fortes e tranquilos. “Vejo” e “sinto” o meu pai contente e sorridente.

Nada mais consolador, nada melhor para enxugar lágrimas, do que saber que o familiar não morreu e segue sua trajetória em outras condições de vida. Certamente melhores do que as nossas.

A LIÇÃO DE CHICO XAVIER
“O teu gesto de compreensão
e carinho criará simpatia
em teu favor em centenas
de criaturas.”

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