Episódios “sinistros”

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Maria Elisete trabalhou como cozinheira numa empresa industrial que tem sede em Santo Ângelo. Rescindido o contrato de trabalho, ela pleiteia na Vara Laboral valores correspondentes ao adicional de insalubridade, em grau máximo. Para amparar a decisão final, o magistrado determinou perícia na cozinha da empresa. No dia fixado, Maria Elisete retornou ao antigo local de atividades profissionais, acompanhada da advogada Rosane Peixoto. No diálogo travado entre elas, surgiu revelação inesperada, quando a reclamante falou para a advogada:

– Aqui aconteceram coisas muito “sinistras”. Numa madrugada, enquanto servia jantar para um operário, ouvimos um estrondo parecido com o de panelas caindo ao chão. O operário e eu fomos ver o que tinha acontecido. Ficamos espantados porque todas as panelas estavam no lugar, nenhuma no chão. Outra vez, a catraca para ingresso no refeitório foi movimentada sem a participação de algum operário. Só faltou o espírito pegar a bandeja…

O acontecimento mais “sinistro”, no linguajar da Maria Elisete, ocorreu com a colega Margarete, também numa madrugada. Diz ela que a Margarete viu o espírito de antigo funcionário da empresa e com ele dialogou, “mas ele não abria a boca. Ele se comunicava pelo pensamento”. A conversa entre ambos teria sido mais ou menos assim:

– Preciso de uma caixa de fósforos.

– Vou te emprestar, mas devolva que eu só tenho uma.

Uns quinze minutos mais tarde, a caixa de fósforos foi devolvida, sem comentários. Segundo a Margarete, era muito “sinistro” ver a caixinha de fósforos se deslocando no espaço, sem mão humana para levá-la.

Episódios assim não são sinistros, apenas mediúnicos. Só constatados por pessoas dotadas de sensibilidade mais apurada. O que uns vêem com facilidade, para outros não há o que ver. Os casos relatados pelas cozinheiras Maria Elisete e Margarete são raros, acontecem mais nos sonhos. O Rudi, desencarnado há uns dois anos, falou para a esposa, em sonho recente:

– O médico daqui é melhor que o médico da Terra.

PS – A leitora Cíntia Grzywinski gostou da coluna anterior e relembrou o Marcelo Medeiros Jung, desencarnado com 19 anos de idade, há 25 anos, em acidente de automóvel, em Curitiba. Acrescenta a leitora que morou no Edifício Rosane, de propriedade de João Neto de Godoy Prestes, antigo gerente do extinto Banco Nacional do Comércio. O prédio fica situado na esquina da Marechal Floriano, com a rua Bento Gonçalves. Então ela cuidava a passagem do Marcelo para o Colégio Marista, estabelecendo-se rápida amizade entre ambos. Muito afetuoso, o rapaz deixou boas lembranças para os que o conheceram. Felizmente, hoje ele está muito bem na vida espiritual.

A FRASE DO CHICO XAVIER – O tempo inútil e a hora vazia são os maiores entraves à evolução do espírito.