Eram três dentro de casa

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Lidi nasceu e cresceu na Capital das Missões, estudou no Verzeri, família católica, casou e poucos anos depois transferiu residência para Porto Alegre, onde mora até hoje. De lá manda e-mail em que pede para não ser identificada, mas relata, para confirmar a coluna passada, que três espíritos familiares permaneceram por muito tempo no interior do seu apartamento.

O relato merece credibilidade em razão da idoneidade da amiga. Vale também como prova insuspeita de que a vida não cessa nunca. É uma pena que muitos saem do plano físico na mais completa ignorância da consoladora realidade.

Quem eram os espíritos que se recusavam a sair de dentro do apartamento da Lidi? O pai, uma tia e um cunhado. Cada qual por motivo próprio, evidentemente. Mas a presença deles era prejudicial para eles mesmos e para os moradores do apartamento. Cada qual deve viver em sua faixa própria. O cunhado desencarnou com 10 anos de idade, enquanto o pai e a tia com mais de setenta. A Lidi complementa as informações para nosso melhor entendimento:

– No dia em que marquei a data do meu casamento (4 de outubro), o noivo me contou que nessa data morreu um irmão dele em acidente de automóvel. Perguntei se queria trocar a data, ele respondeu que não, então eu disse “ele vai estar com a gente e nos fazer felizes”. Ficou mesmo. A tia morou muitos anos em Santo Ângelo, até envelhecer. Era proprietária de uma casa na Rua Marquês do Herval, bem no centro da cidade. Um dia, ela falou que iria vender essa casa, e me daria o dinheiro para dar de entrada na aquisição de um apartamento em Porto Alegre. Trocou de ideia, não vendeu a casa, sacou dinheiro da poupança e me deu. Fiz o negócio. Mas, em seguida, ela começou a me exigir pagamento de juros e correção monetária, o que gerou desentendimento com meu pai, irmão dela. O prometido por ela não era empréstimo, e sim doação. Quanto ao meu pai, muito conhecido em Santo Ângelo, alegre, extrovertido, gostava muito de ficar aqui no apartamento e jogar cartas nos fins de semana com meu marido. Eles se davam muito bem, mas o pai não tinha o mesmo relacionamento com o outro genro.

Ante o surgimento de “coisas engraçadas” no apartamento, a Lidi procurou socorro mediúnico em casa idônea e tudo se acalmou, como ela conta:

– Oscar, você não pode imaginar o que aconteceu. Com voz de criança, o espírito do cunhado disse que estava no apartamento porque eu tinha pedido ajuda, isso há 56 anos. Depois, a voz da minha tia falou que ela queria me pedir perdão pelo que tinha acontecido (exigência de juros e correção monetária). Por fim, o meu pai, com a voz própria, inclusive o médium fazia os trejeitos característicos dele, para dizer que gostava muito do genro e queria nos proteger. Aconselhados a se retirar do apartamento, pois estão em outro plano de vida, eles se retiraram, depois de que eu perdoei minha tia, agradeci o cunhado e falei para o pai que ele podia descansar, pois estávamos bem.

A FRASE DO CHICO XAVIER – curtida por Rodrigo Fruet – O problema do homem é seu excessivo apego ao que é transitório; sem dúvida, ele deveria olhar mais para dentro de si do que no espelho… Falta-lhe desenvolver o senso de eternidade.