Espíritos brincalhões?

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O cenário terreno é repleto de pessoas que adoram brincadeiras, de bom e de mau gosto, e não perdem oportunidade para extravasar a tendência. Quem passa para o outro lado da vida não se torna um anjo, continua sendo igualzinho como andava por aqui. Com boas inclinações e com defeitos. Quem disser o contrário não está falando a verdade. Ninguém vira santo pelo simples ato desencarnatório. Andamos por aqui justamente para aparar arestas da personalidade, para nos reeducar. Assim, bem compreensível que no outro plano da vida os brincalhões continuem “aprontando”… Dois episódios relatados por leitoras da coluna parecem ser exemplos típicos de brincadeiras (de mau gosto) perpetradas por irmãos que hoje vivem no plano espiritual.

Leitora que não quer ser identificada faz relato do que lhe está perturbando, ela que nada sabe sobre a fantástica realidade do mundo espiritual:

– Noite dessas eu estava dormindo, sono profundo. Sonhava, mas não lembro de nada. De repente, acordei com um grito, parecia voz de mulher. Tipo do grito quando você tenta chamar a atenção de alguém para qualquer coisa. Acordei sobressaltada, andei pela casa toda, olhei para a rua e não vi ninguém, silêncio absoluto, então voltei para o meu quarto. Acordei o marido, perguntei a ele se tinha ouvido algum grito e ele respondeu que não. Pensei que tudo não passava de um sonho e tratei de dormir de novo. Pouco mais de um mês depois desse susto, estava eu na casa da minha sogra. De madrugada, passei pelo mesmo sobressalto. Outra vez o grito de mulher me chamando. Levantei, constatei que a sogra dormia. Não tive dúvida em acordá-la e perguntei se momentos antes ela tinha me chamado. Não, de modo nenhum. Às vezes, tenho sensações de medo, como se eu tivesse de me proteger de alguém. Às vezes, entro em um lugar e me assusto.

Outra leitora, a Rosani, desconfia que o irmão desencarnado tem aparecido nas madrugadas para lhe dar um puxão no pé. Ele prometia isso, como muita gente por aí costuma prometer para os parentes e amigos. Muitos descrentes da continuação da vida prometem para outros descrentes que, se houver mesmo vida além da sepultura, voltarão para confirmar ao amigo. Alguns levam a sério a promessa e cumprem… Pelo menos, é o que se depreende da mensagem eletrônica da Rosani:

– Ando tendo alguns problemas para dormir, tenho até receio quando vou para a cama. Ocorre que um irmão meu costumava dizer que quando morresse viria puxar o pé de quem não fizesse o que ele queria. Ele tinha temperamento brincalhão. Mas, infelizmente, viciado em bebidas alcoólicas, o que eu desaprovava. O irmão desencarnou há pouco tempo. Ultimamente, estou experimentando sensação muito desagradável. Quando estou dormindo, se os pés ficam fora da coberta, eu acordo, assustada, com um puxão nos dedos. De imediato, a lembrança do irmão me vem à mente e parece que eu o vejo rindo a mais não poder… Será que tudo isso é apenas imaginação minha ou é possível o contato físico entre encarnados e desencarnados?

O que dizer para as leitoras? Que tudo é possível na complexa vivência espiritual, da qual sabemos muito pouco e que nos exige continuados estudos na busca do melhor entendimento.
A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Anael Rodrigues – Só existe algo mais marcante do que perder um filho: é descobrir que ele continua vivo.
PRA CABECEIRA DA CAMA – Depois de tantas manifestações carinhosas, agora da Iara Muniz Pelizzaro de Araújo, Aline Moreira, Beatriz Werlang dos Santos (Rio de Janeiro), Mari Winckler, Francieli Zenkner Zaltron, Cecília Klidzio Zembruski (“vai ser meu livro de cabeceira noites afora”), Zenio Pedro Barasuol (Bahia), César Benetti (Paranaguá), Edson Fontoura, o apoio decidido do velho amigo José Pedrotti, residente em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. Ele adquiriu sete exemplares para brindar santo-angelenses que por lá residem.