Esquecimento do passado

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Por que perdemos a lembrança das vidas anteriores? Essa pergunta tem sido feita milhões de vezes em incontáveis lugares do planeta. Espíritos Superiores disseram a Kardec que não pode o homem, nem deve saber tudo. Geraria muitos conflitos, inimigos de outrora se reconheceriam de imediato e as hostilidades não teriam fim. Disseram mais os Instrutores do Alto:

– Deus assim o quer em Sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, (o homem) ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.

Excepcionalmente, no entanto, alguém como que revive certos lances da vida pretérita. É o caso da pessoa que visita determinada cidade onde nunca tinha ido e constata, surpresa, que conhece determinados locais. Ouvi de uma profissional altamente qualificada na área da psicologia, residente em Santo Ângelo, que esteve em Viena pela primeira vez e a cidade não lhe pareceu estranha. Teve nítida impressão que já estivera lá. É o que os franceses chamam de “deja vu”.

Há algum tempo os participantes do grupo de estudos do Amor ao Próximo acompanhavam palestra de senhora que discorria sobre o esquecimento do passado. A expositora ilustrou o tema com o caso verídico relatado por uma amiga:

– Quando minha filha nasceu tive um choque. O nenê retesou o corpo, fechou a boca e recusou mamar em meu seio. A mamadeira foi a solução para alimentar a criança. A menina cresceu, casou e hoje também é mãe. E sempre manteve distância de mim. Faço muitas preces por ela e espero que nos reconciliemos plenamente ainda nesta passagem terrena.

Uma das ouvintes da palestra não conteve o choro e para espanto dos demais confessou:

– Eu também passei por essa difícil experiência. A minha primeira filha também refugou o meu seio. Hoje, adulta, ela fala que me ama, mas não gosta de ficar muito tempo ao meu lado. Ela me fala assim. A segunda filha, no entanto, vive abraçando e me beijando. Só a reencarnação para explicar os comportamentos contraditórios das filhas.

Outro dia, recebi e enviei para diversos contatos vídeo sobre a cidade medieval de Avila, a mais alta da Espanha, onde nasceu e viveu Santa Teresa de Avila. Avila é cercada pelas mais extensas muralhas existentes no país, que atingem cerca de dois quilômetros e meio de comprimento e altura média de doze metros. Amigo ligado à área jurídica se sensibilizou com o vídeo e me deu retorno imediato:

– As imagens da cidade medieval de Avila, cercada por muralhas, nos remete a uma época muito remota e longínqua. Tive um “insight” de vidas passadas, eu acredito. Experiência única e indescritível.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Vera Jacques: “Ao falar, devemos cuidar para que nossas palavras sejam melhores que nosso silêncio”.