Lá ninguém fala em morte

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Lissandro Gaspar do Nascimento, Irami Noll e muitos outros postaram no Facebook imagem de túmulos enfileirados num cemitério, em que aparecem oportunas advertências a todos nós: aqui morre seu dinheiro! Aqui morre sua arrogância! Aqui morre sua inveja! Aqui morre sua superioridade! Há muita gente por aí que não se toca nessa certeza de que estamos só de passagem por este planeta. Há muitos que não comparecem a velórios e se recusam a assinar o tradicional livro de capa preta, só pra não serem lembrados…

O Lissandro, amigo virtual que ainda não conheço pessoalmente, acrescentou comentário particular à imagem compartilhada por muitos seguidores:

– Há pessoas hoje, em muitos lugares, que sentem esta arrogância e soberba mesquinha de pensarem erroneamente, que são superiores aos outros e inclusive superiores no entendimento sobre Deus e a Vida, e é por isto que existem tantos preconceitos raciais e até sexuais, pois, para bem entender a Vida é preciso entender bem ao Deus que a criou. Do contrário, tudo torna-se uma mentira, uma ilusão, é como enganar-se a si mesmo e também aos outros.

A morte para muitos é o fim de tudo. Para os espíritas é apenas a volta para casa, para o plano espiritual onde transcorre a nossa vida verdadeira. Por sinal, o santo-angelense José Beck Lourega, 78 anos de idade, retornou há poucos dias para a pátria espiritual, após sessenta dias hospitalizado em Curitiba. O José era filho único do Ariovaldo, que foi dono de muitos imóveis nas imediações da Catedral, e da Mósa, que gostava de usar o tarô para a clientela. Aposentado, o Ariovaldo gostava de jogar conversa fora no ponto de táxi da Praça Pinheiro Machado. Adorava contar histórias enfeitadas e quando alguém duvidava e pedia que ele jurasse, ele respondia na hora:

– Pelo José eu não juro, mas pela vida do Rui, meu irmão, eu juro!

O Espírito André Luiz esclarece e consola os que choram pela ausência de entes queridos, ao nos ensinar: “nossos seres amados não morrem jamais, apenas partem antes de nós”. Outro dia, no Centro de Cultura, numa roda de bate-papo, a confreira Dinalva Agissé Alves de Souza, presidente da Academia Santo-angelense de Letras, comentou para os confrades Adelino Seibt e Ângela, Tadeu Martins, Otávio Reichert, Vera Lúcia Jung e eu:

– Quando fui convidada para ir a uma sessão pública no Amor ao Próximo cheguei lá louca de medo de que só iria ouvir falar em morte. Para minha surpresa, lá ninguém fala em morte, todos só falam em vida!

RECADO DO PARAGUAI – De Assunção, onde se encontrava a trabalho no feriadão, o Dr. Mirandolino Mariano, o papa da urologia no Estado, me mandou e-mail dizendo que tinha acabado de ler a coluna anterior, que tinha lhe encaminhado.

PRA CABECEIRA DA CAMA – Nely Adriana da Veiga, técnica de enfermagem na UTI do Hospital Santo Ângelo, gostou muito do livro e me escreve: “Recomendo o livro do nosso amigo Oscar Pinto Jung, Pra Cabeceira da Cama. Ao começar a leitura, difícil é parar. Adorei todas as crônicas, principalmente a do título Nem Cachorro Morre. Vale a pena. Parabéns pelo livro.

A FRASE DO CHICO XAVIER – anotada por Léia Maria da Silva Bertoldo – Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades. Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós.