Lição sempre ensinada

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Outro dia, encontro velho amigo ao longo da Rua Marquês do Herval. Seguramos o passo e o amigo, contristado, me conta algo que não esperava:
– Há poucos dias, o Joca Taborda, com 87 anos, me convidou para a festa dos noventa anos, que ele já estava começando a preparar. Pois agora estou voltando do velório do Joca. Como é que pode?
– Não sabia que o Joca andava doente.
– Não tinha nada, foi de repente.
Assim é o estágio terreno. Ninguém vive duzentos anos no planeta. Como diziam os antigos: “É uma lição sempre ensinada e sempre esquecida”. A propósito, o poeta José Dirceu Dutra, de São Miguel das Missões, vencedor de todos os concursos de poesia tradicionalista em que se inscreve, comenta em versos a inevitabilidade do ato desencarnatório:
“Há algo que nos intriga
Sem precisar o momento
É o nosso passamento
Para o Plano espiritual
Sem a roupagem carnal
E a cabeça que nos governa
A vida se torna eterna
Depois da transitoriedade
Descansamos na verdade
Sem os caprichos humanos
E lá junto ao Pai Soberano
Prestamos conta de tudo
Na evolução do estudo
Aonde a alma é lapidada
Nessa certeza encantada
Nos curvamos com respeito
Porque não tem outro jeito
Essa é a nossa lei sagrada”.
O médium Divaldo Pereira Franco nos chama a atenção sobre a fugacidade da vida terrena: “O que temos, nós deixamos. O que somos, nós levamos”.

FRASE DE AUTOR DESCONHECIDO: “Um dia seremos apenas um retrato na estante de alguém. Depois, nem isso”.

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