Mediunidade precoce

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O Dilson Maciel Pinheiro Machado é um santo-angelense que trocou a água do Itaquarinchim pela do Guaiba. Mas, um dia, quem sabe, ele voltará para a terrinha. O pai dele, o Inocêncio Pinheiro Machado, o Pinheiro, e o Ubirajara Dornelles Mousquer, o Bira, formaram sólida dupla de zagueiros do Grêmio Sportivo Santo-angelense, de tempos recuados. No apartamento do Nildo Tech (Buriti), número 178 da Rua 3 de Outubro, onde morava a família do então Sargento João Calisto de Medeiros, o Dilson comparecia seguidamente pra disputadas partidas de futebol de botão. Ali se reuniam também os adolescentes Rubem Spannring (Chico), João Carlos Mattos, Aldo Medeiros, Paulinho Kliemann, todos meus fregueses de caderno…

Mas, além de apreciador do futebol em todas as modalidades, o Dilson também é pesquisador atento da incrível fenomenologia espírita. Outro dia, ele me passou a entrevista concedida por menino de treze anos, do interior de Pernambuco, à apresentadora Ana Maria Braga. A Ana Maria ficou impressionada com a mediunidade precoce, autêntica, do pernambucano que leva vida normal, mas reconhece:

– Desde pequeno constato a presença dos desencarnados nos mais diferentes lugares em que estou.

Efetivamente, assim acontece, conforme farta literatura. Os dotados da faculdade da vidência acusam a presença dos habitantes do mundo espiritual. Outros não enxergam, mas sentem fortemente a presença dos familiares desencarnados, como muita gente poderia depor e como relatou leitora da coluna:

– Ultimamente, tenho lembrado muito do meu pai, com o qual tinha ótimo relacionamento. Quando isso acontece, sinto a presença dele e vou às lágrimas.

Há crianças que brincam com crianças desencarnadas, conversam animadamente e dão os nomes dos amigos. Para quem nega a realidade do outro lado da vida, aí estaria exemplo de amigos imaginários. Há muitos anos escutei o médium Hercílio Maes, que viveu em Curitiba, contar que ele próprio teve “amigos imaginários” quando na infância. Surpreendido pela mãe em prosas e risos com o vazio, Hercílio foi levado imediatamente a um pediatra, que não teve dúvidas em prescrever remédios para vermes. Tudo decorrência de bichinhos na barriga…

– Depois de tomar os remédios, tudo vai desaparecer.

Desapareceu, mesmo. Ressabiado, Hercílio tratou de se cuidar nas conversas com os “amigos imaginários” e falou para a mãe que tudo tinha parado, mas louco de medo de voltar a tomar os amargos remédios existentes na época contra lombrigas e outros vermes.

Alô, Dilson, aguardo novos vídeos, aprender é preciso.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Daniele Flores: “Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar. É indispensável que o bem se propague… Uma atitude positiva desencadeia outras. O amor contagia”.