Mediunismo fantástico

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Inativo do Exército usa a ferramenta eletrônica pra dizer que é leitor assíduo da coluna e concorda comigo de que o mediunismo aflora em qualquer segmento religioso. Então ele transmite experiência própria ocorrida no fim da década de 80, que comprova essa verdade. A narrativa do leitor merece acurada reflexão e vamos a ela:

– Eu vivia angustiado com algumas situações especiais, principalmente com peso na consciência. Em 1965, integrei uma força militar encarregada de missão de combate. Na refrega bélica houve disparos de armas, de ambos os lados. Eu fui um dos homens de frente e admito que disparei minha arma várias vezes. Comprovadamente, ocorreu uma morte no lado adversário. Devido ao estar lá e ser considerado exímio atirador, veladamente fui considerado o autor do disparo de fuzil, embora outros colegas também atirassem. Em determinada noite de fevereiro de 90 ou 91, de posse de número de telefone que seria de uma freira, moradora em região distante das Missões, liguei para ela e durante 19 minutos mais ouvi do que falei. O significativo é que uns três minutos (introdução e despedida) foram ocupados por voz feminina com sotaque próprio do Brasil Central e o restante era de mulher com voz diferente e com sotaque diferente. Ao desligar o telefone, fiquei mudo, em choque emocional, face ao que ouvi da presumida freira.

Sob transe mediúnico, a mulher desconhecida, residente em Anapolina, Estado de Goiás, eliminou todas as dúvidas do leitor e, embora ausente, é óbvio, do combate referido, falou do outro lado da linha telefônica, mais ou menos nos seguintes termos:

– O Espírito Santo esclarece que, efetivamente, houve a morte de um cidadão que estava em lado contrário. Todavia, o projétil que o matou não foi disparado pela tua arma. Assim, eu deveria tirar o peso da minha consciência, poderia ficar aliviado. E acrescentou que, caso fosse eu o autor do tiro mortal, eu seria perdoado porque eu estava sob ordens e não poderia me furtar da missão recebida.

E quem seria a freira goiana imaginada pelo amigo leitor, trazendo informações plenamente confiáveis? A resposta surpreendeu o remetente do episódio de hoje e trouxe para ele a certeza de que o Plano Espiritual escolhe os sensitivos sem preocupação de rótulo religioso. Eis o que o antigo militar nos revela:

– Meses mais tarde, pedi ao amigo Délio Mousquer Teixeira, já de volta ao plano espiritual, e que iria a Anapolina, que me trouxesse o nome da freira com quem eu falei e que tanto me impressionou. No regresso, para total espanto meu, o Délio contou que encontrou a pessoa certa, porém ela não é freira, e sim esposa de um Pastor da Assembleia de Deus. E o fantástico foi que ela ao ver o Délio, comentou: “Você vem do Sul, a mando do Fulano de tal, que me ligou há uns meses”. A conversa entre eles continuou por alguns minutos, girando sobre a minha pessoa e a pessoa do meu amigo.

Realmente, caros leitores, o mundo espiritual é fantástico e vale a pena buscar mais informações sobre o amanhã de todos nós. Afinal, não é bom chegar em algum destino na mais completa ignorância sobre o que nos espera.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada pela médica Eliana Flora Giovannini Aragão – Ah! Mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela Terra cumprindo sua obrigação.