‘Meu cãozinho morreu’

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Outro dia li que você não é obrigado ter um cão, mas se tiver, que seja para amá-lo. A Letícia amou intensamente o seu pequeno cão e vice-versa. O amor entre o homem e os cães é, particularmente, muito intenso, com absoluta fidelidade entre ambos. Mas tudo tem o seu tempo no cenário terreno. E o cãozinho da Letícia morreu de enfermidade neurológica. Muito abalada, a amiga publicou foto e participou o falecimento do fiel companheiro de muitas horas de alegria e cumplicidade, na rede social. Da Letícia, recebi pelo correio eletrônico o texto seguinte, carregado de emoção:

– O meu cãozinho morreu e eu era muito apegada a ele, demais. Ele era muito dependente de mim e eu dele. Ele tinha convulsões, decorrentes de problemas neurológicos. Na semana passada, em razão disso, ficou afetado o sistema locomotor. Então, o meu cãozinho ficou sem andar. Na última noite, alguma coisa me dizia que era para dormir perto dele. Pois bem. Ele esperou a hora de eu acordar, se virou muito mal, quase sem respirar, se arrastou pertinho de mim, me lambeu bastante e depois faleceu. Pergunto: para aonde vão os animais depois da morte?

Letícia, o teu cãozinho continua vivendo no Plano Espiritual, tal como acontece aos seres humanos. Ninguém morre. Deus seria injusto se tivéssemos apenas uma existência corporal, que passa muito rapidamente. No livro “Nosso Lar”, o Espírito André Luiz, sob a psicografia do Chico Xavier, relata muitos episódios de como transcorre a vida dos espíritos, inclusive dos animais, na cidade espiritual chamada Nosso Lar. No filme, baseado nessa obra, pode-se ver um cachorro acompanhando seus donos. Muitos médiuns têm acusado a presença de cachorros, felizes, junto a espíritos que, certamente, com eles conviveram por aqui.

A médica veterinária Alessandra Jung, outra apaixonada por animais de pequeno porte, viveu a mesma experiência há um ano, e colabora com a Letícia, ao opinar assim:

– Letícia, as lambidas significaram a despedida dele. Onde o cãozinho estaria agora? Provavelmente, ele está em hospital veterinário, de animais, onde ficará até se recuperar da enfermidade que o atormentou aqui na Terra.
Ainda inconformada, a Letícia foi para o computador e digitou palavras de saudade e de esperança ao fiel amigo de tantos momentos felizes:

– As horas passam, as dores são o que nos separam agora. Eu, aqui dentro, você aí fora. Só de pensar que um dia já estivemos tão perto e hoje estamos tão longe, fico muito triste. Mas um dia tudo isso irá acabar. A dor e a tristeza farão parte do passado. E aí, então, nunca mais ficaremos separados.

A vida continua e a Letícia, com certeza, secará as lágrimas, adotará outro cão e voltará a ser plenamente feliz. É o que desejo a ela.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Josi Padilha: “Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar”.