‘Não vejo e não toco’

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A mediunidade – ponte entre dois mundos – é algo fantástico, com mil possibilidades. Ninguém sabe muita coisa sobre matéria tão complexa. Cada sensitivo tem modo peculiar para sentir a presença dos irmãos despojados do envelope corpóreo. Em décadas passadas, por exemplo,   pessoas de instrução primária foram guiadas por médicos espirituais para socorrer enfermos em Santo Ângelo e adjacências. Manoel Fernandes e Dona Glória no Rincão dos Anjos. Orlando Beck no Bairro Haller. Agenor Marciano e Seu Tancinho em São Miguel das Missões. Eduíno Gölzer no Entre-Ijuís. Seu Adãosinho em São João Mirim. Maria Luiza em Restinga Seca. Todos supriram a quase total falta de médicos por aqui. Cientificamente, não tem como explicar como eles agiam, como nunca foram explicados os poderes curativos do incrível médium norte-americano Edgar Cayce.

Todos eles exerceram a mediunidade de cura sem jamais passar na frente de uma Faculdade de Medicina. Hoje não há mais necessidade de médiuns de cura por aqui. Há bons profissionais da Medicina em praticamente todas as áreas. Dentro do contexto, parece não estar definido o papel mediúnico da Marina (nome trocado), pelo menos ainda não entendi. Na área da cura não é.  O certo é que ela tem missão mediúnica a cumprir no planeta de provas e expiações.  Ela é acadêmica de Psicologia e reside em São Miguel das Missões. Não a conheço pessoalmente, mas o relato sincero que ela me faz pela internet dá margem a muitas conjeturas. Pelo jeito, a Marina é mais chegada a Jung do que a Freud. Mais espiritualizada, por decorrência.  Mas acompanhemos o relato da moça da terra histórica:

– Estive conversando com colega espírita e entramos no assunto da vida depois da morte física. Eu acredito na continuidade da vida, na existência dos espíritos, e creio que seja por isso que sempre tenho um espírito junto comigo. Não é familiar meu. É alguém que não posso ver nem tocar, mas sei que está comigo e converso mentalmente com ele. Ele é como se fosse alguém de carne e osso. No início eu tinha medo. Pensei que fosse alguém que quisesse me fazer mal. Mas o tempo passou e fui me acostumando. Converso com esse espírito sobre vários assuntos, como se fosse um amigo aqui do ambiente terreno. É uma sensação boa porque sei que não estou sozinha. É superagradável o nosso relacionamento. Quero saber a sua opinião.

Marina, na minha singela opinião, sujeita a reparos, você é acompanhada por um espírito simpático a ti. Não é nenhum familiar como você informa, então é alguém que nutre muita simpatia pela futura psicóloga. Espíritos simpáticos, no ensinamento de Kardec, são os que se sentem atraídos para nós por afeições particulares e uma certa semelhança de gostos e de sentimentos. Para o bem, como é o caso presente. Tudo indica que há profunda amizade entre a Marina e o espírito amigo. Desde vidas anteriores, é claro. Como nada existe por acaso ou coincidência, chegará a hora em que a Marina começará a utilizar o potencial mediúnico de que é detentora para fazer o bem aos semelhantes. O espírito simpático que a acompanha definirá a missão de ambos, certamente. O resultado será altamente proveitoso para a evolução de ambos.

A FRASE DO ESPÍRITO André Luiz, pela psicografia do Chico Xavier, curtida por Sueli Eneas, residente nesta cidade: “Onde existe amor não há lugar para ressentimento”.