O corpo morre, o espírito desencarna

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Salvo o pensamento dos ateus, seguidores de todos os segmentos religiosos sustentam a imortalidade da alma. Para os primeiros, o fenômeno morte significa o fim de tudo. Para os religiosos, o entendimento é outro: com a falência dos órgãos do corpo físico, a alma é encaminhada, segundo o comportamento que teve, para o céu, para o inferno ou para o purgatório. Conforme o que andou fazendo no cenário terreno, conforme o destino que merece, e todos aguardarão uma decisão definitiva, sem data marcada. O ensinamento espírita assegura que a vida não cessa jamais e de imediato tem prolongamento na faixa espiritual. Daí não ser surpreendente o relato que me faz uma leitora da coluna, que pede para ser preservado o nome:

– Hoje de manhã eu fiquei um pouco mais na cama, frio de rachar… Então, ouvi passos. Olhei para a porta do quarto e constatei a presença de um vulto, homem jovem, embora não pudesse identificar perfeitamente a fisionomia dele. A partir daí não consegui abrir mais os olhos e nem me mexer. Tentei irradiar para o vulto vibrações de amor e luz, mentalmente. E ele foi embora.

Mas a Carolina Werle Lunkes, residente na Capital das Missões, me deixa à vontade para comentar a importante pergunta que me encaminhou pelo correio eletrônico:

– Estive pensando em algumas questões espirituais, fiquei me questionando e resolvi perguntar. O senhor tem certeza absoluta de uma vida depois da morte física?

A pergunta da Carolina certamente é a pergunta que muita gente quer fazer mas não faz. Por isso ou por aquilo. De fato, uma pergunta muito pertinente. Tento dar resposta a ela:

– Os livros básicos da doutrina codificada por Allan Kardec são convincentes sobre a continuidade da vida em outro plano da existência. A propósito, lembro que o magistrado do Trabalho Ilder Jorge Frantz costumava dizer que a leitura de O Livro dos Espíritos, pela lógica e bom senso que transmite, convence qualquer leitor sério e preocupado com as grandes interrogações da vida. Os livros psicografados pelo Chico Xavier não mereceram até hoje contestação plausível. Mensagens captadas pelo lápis do médium de Uberaba (meu filho André Luís e eu estivemos lá e presenciamos o ato) são confirmadas por familiares dos que passaram pela transição. Mas quando você tem a oportunidade de dialogar com quem está no outro lado, bem, aí não dá mais para continuar negando. Tive a feliz oportunidade de conversar com o espírito do dr.Leocádio José Corrêa, em Curitiba. Ele incorporado no médium Maury Rodrigues. Diálogo perfeito, elucidativo, para acabar com qualquer dúvida. Assim, em rápidas pinceladas, nos estreitos limites de uma coluna de jornal, posso dizer, Carolina, que tenho mesmo certeza absoluta de uma vida depois da morte física. Aliás, um pregador espírita, que me escapa o nome, falou que “o corpo morre, o espírito desencarna”.

A FRASE DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, psicografada pelo Chico, curtida por Luzanídia Rodrigues da Veiga: “Não há ponto final para o amor. Amar é vida e vida é eternidade”.