O depoimento do Leopoldo E. Arnold

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Amigo Oscar, quero dividir contigo uma experiência que me ocorreu hoje. O fenômeno do sonho para mim é muito raro, às vezes passo meses sem sonhar e, quando isso acontece, dificilmente me lembro do que vivi dormindo.

Essa noite, porém, sonhei com Chico Xavier, algo absolutamente inédito na minha vida. No sonho, conversamos muito, rimos e passeamos juntos. Eu ao lado do Chico, que loucura! Tudo está ainda nítido na minha memória. Não, não foi um encontro de anunciações, previsões, avisos. Isso seria irrelevante demais. Foi uma conversa de amigos, tão informal quanto esta mensagem que te escrevo agora.

Vendo o Chico ao meu lado tão simples, tão humano, tão sincero, eu quase não conseguia pensar. Lembro que, em um momento, nós dois sentados lado a lado, eu fiz um comentário sem graça e algumas pessoas que também estavam ali riram quase debochadamente, mas o Chico sorriu de uma forma que deu sentido ao que eu havia dito. Em outro instante, enquanto falávamos, uma pessoa estranha se aproximou e mostrou a ele uma doença misteriosa. O Chico, então, disse para não se preocupar, pois aquela enfermidade ele também tivera enquanto vivia fisicamente, e passou.

Ao acordar, fiquei ainda na cama alguns minutos absorvendo o que havia sonhado. “Puxa, sonhar com o Chico Xavier… Que sorte!”, eu pensava. O sonho realmente me fez bem, ainda mais depois de uma semana muito conturbada e agressiva no trabalho.

Mas o que mais me impressionou é o que vem agora, amigo Oscar: ao sair da cama e abrir os jornais do dia, fiquei sabendo que hoje, 02 de abril, é aniversário do Chico Xavier. E esse dado eu nunca soube. Paralisei. Senti um baque no peito, na alma, no pensamento. Coincidência assim é só uma vez na vida. Se conversar com o Chico em sonho já é uma emoção ímpar, imagina isso acontecer de forma tão imprevisível e clara no dia do seu aniversário. Que presente para minhas feridas humanas…!

Amigo Oscar, eu não sou espírita nem sigo qualquer religião – apesar de conservar uma religiosidade. Nunca li um só livro psicografado pelo Chico. O que sei sobre ele se resume a uma biografia lida e alguns documentários assistidos, mesmo assim há muito tempo. Portanto, nunca ingressei em seu mundo a ponto de sonhar à noite. O que qualifica ainda mais a coincidência…

Compartilho contigo esse momento tão subjetivo porque sei da tua relação com a doutrina espírita. Eu, ainda insensível para muitas coisas da vida, acredito que esse sonho foi um achado, uma construção do cérebro. Um flash da psique. Ou resquício de alguma leitura que ficou girando no meu inconsciente. Eu ainda tento me socorrer nas possíveis respostas humanas, na segurança do raciocínio, mesmo sabendo que, em muitas vezes, a fé nos trata melhor que a ciência.

De qualquer forma, meu amigo, foi um incrível presente. Alguém com fé melhor que a minha poderá dizer que foi um presente dado pelo próprio aniversariante, mas minha crença talvez ainda não vá tão longe. Coincidências também fazem parte desta vida. São mais fáceis de compreender. Mas eu acredito que ao menos o sonho aconteceu, e por isso eu sou grato ao Chico.

Um forte abraço!

A FRASE DO ESPÍRITO EMMANUEL, psicografada pelo Chico, curtida por Lenir Garcia Ferreira Abaide: “A matemática do destino não nos entrega problemas de que não estejamos necessitados”.