O doutor é o cara

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Fiquei surpreso com a repercussão da coluna passada em que abordei o alto nível humanitário do Dr.J.J.Camargo, cirurgião torácico de prestígio nacional. Fiquei surpreso com a quantidade de leitores que o Dr.Camargo tem na Capital das Missões. Muitas pessoas em conversas de rua disseram que não perdem sua coluna semanal na Zero Hora. Pelo correio eletrônico se manifestou a professora Lilian Gewehr no mesmo sentido, como também a professora Raquel Bazanella Dilkin. A professora Raquel destacou:

– Eu também leio semanalmente a coluna do Dr.J.J.Camargo, compartilho do seu sentimento de encantamento por uma pessoa que não conhecemos pessoalmente mas que nos toca o coração. Me atrevo a dizer por e-mail que ele é gente que gosta de gente, que nos faz grandes em nossa existência pelas lições de humildade. Nos agradecimentos que faço diariamente, quando me atrevo a pedir algo, apenas peço que eu possa ser um pouco J.J.Camargo, ao levar aos outros um pouco do que sei, mas, principalmente, aprender com os outros lições de humildade e encantamento.

Do conhecido ortopedista Dr.Salomão veio depoimento sobre o Professor J.J.Camargo, que recomenda aos seus alunos que deixem o paciente falar, que o paciente sempre tem algo importante a dizer ao médico que o examina. Mas eis o que nos diz o Dr.Salomão, enriquecendo a coluna de hoje:

– Sempre leio sua coluna e muito me alegrou ao ver o Professor Camargo comentado em sua página. Não tive o prazer de ser discípulo dele pois sou formado em Santa Maria, mas como ele sou discípulo de Hipocrates e de São Lucas. No meu tempo de médico-residente em ortopedia no serviço do saudoso Dr.Cesar Ávila, no Hospital Independência, na época, final da década de 70, referência na especialidade, muito nos auxiliou o Dr.Camargo. Nós, simples residentes em período de treinamento profissional, quando tínhamos que abordar uma coluna torácica, lá pro Independência se ia com um simples telefonema, o Professor Camargo abrir o paciente para nós, fazer a via de acesso transtorácica para que intervíssemos, sob a orientação de um preceptor em ortopedia, a coluna do paciente. Mas o que nos deixava (éramos em 14 médicos residentes mais inúmeros estagiários), mais embevecidos além da destreza cirúrgica do Prof.Camargo, eram o papo e os conselhos que nos dava após o ato cirúrgico, na sala de cafezinho junto com outro mestre espiritualmente tão rico, nosso chefe imediato, o Dr.Cesar Ávila, filho do Professor Cesar Ribeiro da Costa Ávila, este da primeira geração de ortopedistas gaúchos. Pois ia naquele tempo, o Dr.Camargo pelo afã de transmitir seus conhecimentos. Ele se deslocava até nosso hospital no Beco do Carvalho pelo puro prazer de ensinar num hospital que fugia do seu universo, pois o Independência era puramente ortopedia/traumatologia, e simplesmente pelo paciente da Previdência Social. Dr.Jung, parabéns pelo seu comentário, o Dr.Camargo deixou a sua marca pessoal do saber e do desprendimento em todos nós daquele serviço de residência médica em ortopedia, mesmo não sendo diretamente alunos dele. Faz jus ele ao posto que ocupa na Academia de Medicina do Rio Grande do Sul e da Nacional.

Como médico, como professor, a mesma humildade. Linda passagem terrena do Dr.Camargo. Um espírito de luz, sem dúvida.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Darque Ancina de Vargas: “Não percas a fé entre as sombras do mundo. Ainda que os pés estejam sangrando, siga para a frente. Creia e trabalhe. Tudo passa e se renova na Terra, mas o que vem do Céu permanecerá”.