O Lino está feliz

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De Campo Grande, Dalva Sanches De Mamann encaminha outro e-mail para exaltar o contato espiritual, algo grandioso e inexplicável. Ocorre que há poucos dias, a Dalva sonhou que estava fotografando a sua família. Segundo ela, todos estavam com fisionomia séria, mas “de repente, meu pai (Lino Villa Sanches) passou para a frente de todos e abriu um sorriso, ao mesmo tempo que fazia um sinal positivo com a mão! Fiquei admirada e vi que os outros membros da minha família também deixaram a pose séria e sorriram. Nunca havia sonhado com meu pai depois de sua morte. Fiquei pensando no sonho, que significado teria?”
Dias depois a Dalva encontrou a resposta:

– Quando li a sua coluna no Jornal das Missões entendi o porquê do sonho. A crônica referiu-se a ele (meu pai) e a pessoas das quais ouvi muitas vezes ele comentar, pois faziam parte de seu dia a dia! Entendi a razão do sonho e a felicidade dele! Senti mais uma vez a força desse movimento inexplicável de comunicação. Obrigada pela coluna. Meu pai mostrou felicidade diante de sua atitude e eu estou feliz por tudo que aconteceu.

Como eu não conheço a Dalva, o amigo Itamar Jung (irmão do Jan), lá de Uberlândia, tratou de me esclarecer, pois a conhece desde a infância na Rua Oswaldo Cruz, nesta cidade. Ali moravam o Sargento Lino, o Ataídes Reis Brum (provedor do Hospital Santo Ângelo), o Sidnei Krahn (gerente da Caixa Econômica Federal), a Isolde Agnes (professora aposentada, residente em Porto Alegre), o Virgílio Donadel (desencarnado), os irmãos militares Alvarino e José Dalsasso e muitos outros. E o Itamar complementa a informação:

– Naquela época, a Dalva já mostrava “poderes” sobre a molecada que jogava bola de meia e às vezes de couro, feita por meu pai, na rua poeirenta, que era chamada de “rua das tropas”, pois ali passavam boiadas. Volta e meia surgiam rusgas, pequenas brigas entre os moleques. Então a Dalva separava os briguentos e dava ordens na base de “ou vocês se comportam ou eu acabo com tudo agora mesmo”. Algumas vezes recolhia os irmãos e mandava para casa, sem nenhuma contrariedade deles. Nunca vi a Dalva brigar com alguém. Não a vejo há uns quarenta anos. Mas ao ver a foto dela no Facebook tive um espanto, parecia a própria mãe dela. Incrível a semelhança entre ambas. A Dalva é sinônimo de delicadeza, sensibilidade e cortesia, sempre foi assim. Se ela te deu o depoimento publicado em tua coluna, podes crer que nela tudo é verdade.

Detalhe que merece reflexão dos leitores: minha coluna sempre é escrita nos domingos de manhã. O sonho da Dalva aconteceu na noite de domingo (dia 9 de dezembro) para segunda, quando a crônica já estava digitada e encaminhada para a redação do jornal, ou seja, quando já era do conhecimento do Lino. Sim, os desencarnados são capazes de obter qualquer informação e até mesmo de captar nossos pensamentos. Que bom que o Lino, antigo aluno do Estágio de Prática Forense, ficou feliz com a lembrança dele nesta coluna.

A FRASE DO CHICO XAVIER – sugerida por Derli Oliveira da Rosa – No mundo a fórmula para se encontrar a felicidade, com esplendor, é uma gota de verdade, dentro de um litro de amor.